Lula fala em risco de invasão e defende cooperação militar entre Brasil e África do Sul
Presidente recebeu Cyril Ramaphosa em Brasília e destacou parceria em defesa, comércio e investimentos
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (9), o fortalecimento da cooperação entre o Brasil e a África do Sul na área de defesa. A declaração foi feita durante encontro com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, em Brasília.
Durante discurso, Lula afirmou que os países precisam se preparar diante de possíveis ameaças externas e mencionou o risco de uma eventual invasão estrangeira.
“Aqui ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica. Nossos drones são para a agricultura, para a ciência e tecnologia, e não para a guerra. Então nós pensamos em defesa como dissuasão”, disse o presidente brasileiro.
Na sequência, Lula acrescentou que a falta de preparação pode deixar os países vulneráveis. “Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou.
O presidente também defendeu que Brasil e África do Sul ampliem a cooperação na produção de equipamentos de defesa, reduzindo a dependência da compra de armamentos de outros países.
“Precisamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos produzir juntos. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, podemos construir juntos”, destacou.
Além da área de defesa, os dois líderes ressaltaram a importância de ampliar as parcerias comerciais entre os países. Em 2025, o fluxo comercial entre Brasil e África do Sul foi de cerca de US$ 2,3 bilhões.
Segundo Lula, não há justificativa para que o volume de negócios não alcance a marca de US$ 10 bilhões nos próximos anos.
Durante a visita oficial, representantes dos dois países também assinaram acordos de cooperação nas áreas de turismo, comércio e investimentos.