31 de julho de 2025
POLÍCIA

Operação desarticula esquema que movimentou R$ 136 milhões para o Comando Vermelho no Rio

Grupo usava empresas de fachada e laranjas para fraudar bancos e lavar dinheiro; um dos alvos foi preso com carro de luxo roubado

Por Redação
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Polícia desarticula rede ligada ao CV que movimentou R$ 136 milhões - Foto: PCERJ/Divulgação

Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) desarticulou, nesta segunda-feira (9), uma organização suspeita de operar esquema de fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ligadas ao Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 136 milhões em menos de um ano.

A ação é conduzida por investigadores da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). Ao todo, são cumpridos 38 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, na Região Metropolitana, na Região dos Lagos e também no estado do Rio Grande do Sul.

Além das buscas, a Justiça determinou bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e apreensão de imóveis de luxo ligados aos investigados. Durante a operação, um dos alvos foi preso em flagrante após ser encontrado com um carro de luxo roubado. Os agentes também efetuaram o sequestro de dois imóveis de alto padrão, localizados em Rio das Ostras e Nova Iguaçu.

Empresas de fachada e laranjas

De acordo com a polícia, o grupo utilizava empresas fictícias, documentos falsos e "laranjas" para abrir contas empresariais e obter crédito de forma fraudulenta em instituições financeiras. As investigações começaram após uma instituição bancária comunicar irregularidades na abertura de contas e na concessão de crédito. O prejuízo inicial identificado foi de mais de R$ 5,2 milhões.

Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os policiais identificaram movimentações de valores incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

Operador movimentou R$ 136 milhões

Segundo a Draco, o principal operador financeiro do grupo foi responsável por movimentar cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses. Os investigadores também identificaram que o mesmo suspeito atuava em golpes envolvendo seguros, utilizando empresas de fachada e laranjas para obter indenizações securitárias fraudulentas.

Ligação com o tráfico

A investigação aponta ainda que diversos operadores financeiros do esquema possuem antecedentes por crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa. Há indícios de que parte dos recursos obtidos com as fraudes teria sido utilizada para financiar atividades relacionadas ao tráfico de drogas.

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