Semana começa com alerta de chuvas fortes em grande parte do Brasil; veja previsão por região
Sistemas meteorológicos combinam ar quente, infiltração marítima e frentes frias para provocar temporais no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte
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Chuvas fortes e volumosas serão destaque no Brasil durante a segunda semana de março de 2026. Além do ar quente e úmido que está espalhado pelo país, vários sistemas meteorológicos vão atuar em diferentes regiões, mantendo as condições para chuva frequente. Há risco de chuva forte em áreas de todas as regiões do país.
Região Sul
Uma baixa pressão sobre o Paraguai, combinada com uma forte alta de origem polar sobre o oceano, provoca grande infiltração de ar marítimo e circulação ciclônica dos ventos. Ventos frios de origem polar entram na região, enquanto o ar quente úmido predomina no interior.
Impactos: Formação de nuvens carregadas nos três estados, com potencial para fortes pancadas de chuva. Nas áreas próximas ao litoral, a combinação de nebulosidade, chuva frequente e vento frio deixa a temperatura amena em grande parte da semana, afetando a Grande Curitiba, litoral do Paraná, litoral e Vale do Itajaí (SC), e serras gaúcha e catarinense. O mar fica agitado, com possibilidade de ressaca e risco de alagamentos nos centros urbanos.
Região Sudeste
A passagem de uma frente fria com força acima do normal para a época, somada à forte alta pressão oceânica de origem polar, causa grande infiltração de ar marítimo e circulação ciclônica dos ventos. Ventos frios de origem polar entram na região, enquanto o ar quente úmido predomina.
Impactos: Formação de nuvens carregadas com potencial para chuva forte nos quatro estados. A forte infiltração marítima combinada com a circulação de ventos em níveis elevados gera áreas de instabilidade persistentes pelo litoral, provocando chuva por várias horas consecutivas. A combinação de ventos frios, muitas nuvens e chuva frequente deixa áreas no leste do Sudeste com temperatura amena, incluindo o leste de São Paulo (Grande São Paulo), Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sul de Minas e Zona da Mata mineira. Há risco de alagamentos, transbordamento de rios, enchentes e deslizamentos, especialmente em regiões onde já choveu muito na semana passada. O mar fica agitado, com possibilidade de ressaca.
Região Centro-Oeste
Ar quente úmido predomina sobre a região, com baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e a Bolívia e tendência de circulação ciclônica dos ventos em níveis elevados.
Impactos: A grande disponibilidade de ar quente úmido e a circulação de ventos facilitam a formação de nuvens carregadas em toda a região, com potencial para várias pancadas de chuva ao longo da semana, de moderada a forte intensidade, e temporais. A presença de baixas pressões aumenta o risco de chuva mais frequente e volumosa em áreas de Mato Grosso do Sul, oeste e sul de Mato Grosso. A Climatempo alerta para grandes volumes de chuva em áreas de Mato Grosso do Sul. Áreas no sul de Goiás também podem ter pancadas fortes mais frequentes. Risco de alagamentos nos centros urbanos.
Região Nordeste
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) predomina sobre o norte da região, com ar quente úmido influenciando muitas áreas do interior. Uma alta pressão ganha força no leste da região e sobre a Bahia, reduzindo as condições para chuva.
Impactos: A grande disponibilidade de ar quente úmido e a presença da ZCIT provocam muitas pancadas de chuva durante a semana no Maranhão, Piauí e Ceará, com risco de chuva moderada a forte e temporais. Os demais estados podem ter pancadas isoladas, sem grandes acumulados.
Região Norte
Ar quente e úmido predomina sobre a região, com a ZCIT atuando em parte dela.
Impactos: A grande disponibilidade de calor e umidade estimula a formação de nuvens carregadas em todos os estados, com potencial para pancadas de chuva moderadas a fortes e temporais. A ZCIT atua com força no Amapá e no norte do Pará, mantendo condições para chuva volumosa e frequente nessas áreas. A navegação fluvial pode ser afetada pelos temporais em alguns momentos.