31 de julho de 2025
ataques

Nova onda de drones e mísseis atinge países do Golfo Pérsico neste domingo (8)

Depósitos de combustível, prédio governamental e usina de dessalinização são atingidos; onda de violência acontece um dia após Irã pedir desculpas a vizinhos e prometer cessar fogo

Por Redação
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O Exército do Kuwait informou que uma "onda de drones hostis" teve como alvo depósitos de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait - Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma nova onda de ataques com drones e mísseis sacudiu a região do Golfo Pérsico nas primeiras horas deste domingo (8), atingindo múltiplos países e deixando um rastro de destruição. A ofensiva coordenada mirou infraestruturas civis e militares, elevando a tensão em uma área já historicamente volátil.

O Kuwait foi um dos países mais afetados. O Exército local informou que uma "onda de drones hostis" alvejou depósitos de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait. Apesar da interceptação de parte dos artefatos, estilhaços e destroços causaram danos à infraestrutura civil. As forças armadas também conseguiram abater vários mísseis balísticos, segundo a mídia estatal. Em um ataque separado, o prédio da Instituição Pública de Seguridade Social do Kuwait, com cerca de 22 andares, foi atingido por um drone e pegou fogo. Imagens geolocalizadas mostraram as chamas consumindo o edifício nas primeiras horas da manhã, embora as autoridades locais afirmem que não houve feridos no local.

O domingo também foi marcado por luto no país. Dois agentes de segurança de fronteira do Kuwait morreram "enquanto cumpriam seu dever nacional", conforme comunicado da mídia estatal, que não forneceu detalhes adicionais sobre as circunstâncias. Ainda não está claro se o incidente tem ligação direta com os ataques ao aeroporto e ao prédio do governo.

A escalada de violência não se limitou ao Kuwait. O Ministério da Defesa da Arábia Saudita reportou ter interceptado pelo menos 21 drones durante a madrugada, em uma ação defensiva de larga escala. Do outro lado da Ponte Rei Fahd, no Bahrein, o cenário também era de destruição. O Ministério do Interior confirmou que três pessoas ficaram feridas e um prédio universitário foi danificado por "fragmentos de mísseis". Uma usina de dessalinização de água, infraestrutura vital para o país, também sofreu danos. Apesar do ataque, a Autoridade de Eletricidade e Água garantiu à CNN que o abastecimento de água e a capacidade da rede de distribuição não foram comprometidos.

Nos Emirados Árabes Unidos, as defesas aéreas foram acionadas imediatamente. A Autoridade Nacional de Gestão de Emergências, Crises e Desastres informou, em publicação nas redes sociais, que estava "respondendo a uma ameaça de míssil", mantendo a população em alerta.

A ofensiva múltipla ocorre em um contexto diplomático delicado. Apenas um dia antes dos ataques, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, havia pedido desculpas publicamente às nações do Golfo pelos inúmeros ataques com drones e mísseis da semana passada, que tinham como alvo bases americanas na região. Na ocasião, Pezeshkian afirmou que o Irã cessaria os ataques a seus vizinhos, a menos que fosse atacado. A declaração, que soou como uma tentativa de apaziguar os ânimos, contrasta fortemente com a nova onda de violência que agora coloca em xeque a estabilidade de toda a região.