31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Marília Arraes pressiona articulações para o Senado e tenta garantir espaço na chapa de 2026

Líder nas pesquisas, ex-deputada enfrenta resistência nos bastidores para garantir espaço na majoritária

Por Paula Tabosa
Publicado em
Marília Arraes. - Foto: Reprodução

A pré-candidata ao Senado Marília Arraes segue enfrentando desafios para consolidar sua candidatura nas eleições de 2026 e tem aumentado a pressão nas articulações políticas. Mesmo aparecendo com frequência entre os primeiros colocados nas pesquisas, seu nome continua sendo alvo de negociações de bastidores, muitas vezes perdendo espaço para acomodar outros projetos dentro do próprio campo aliado.

Determinada a permanecer na disputa e evitar novos movimentos que a retirem do jogo, Marília decidiu dar um passo estratégico: deixou o Solidariedade na última semana e deve oficializar nos próximos dias sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista, presidido nacionalmente por Carlos Lupi. A mudança busca fortalecer seu projeto eleitoral com uma legenda considerada mais estruturada politicamente.

A ex-deputada tenta viabilizar seu nome na chapa que poderá ser liderada pelo prefeito do Recife, João Campos, possível candidato ao Governo de Pernambuco. Apesar de já ter declarado apoio ao socialista, o gesto ainda não foi retribuído publicamente pelo prefeito.

João Campos terá duas vagas ao Senado em sua eventual chapa majoritária, e a hipótese de uma terceira candidatura correndo por fora já foi descartada. Caso o prefeito opte por contemplar o senador Humberto Costa para uma das vagas, o segundo nome tende a vir de um campo político mais ao centro, dentro de uma estratégia de ampliação de alianças.

Nesse cenário, Marília poderia ficar fora da composição. Com Humberto representando o Partido dos Trabalhadores, parte das articulações políticas entende que o campo da esquerda já estaria contemplado, o que na prática pode representar mais um obstáculo para a candidatura da ex-deputada.

Publicamente, João Campos tem evitado fechar portas e mantém todos os nomes no jogo. Já Marília afirmou que não pretende disputar de forma avulsa, ou seja, sem estar vinculada a um candidato ao Governo.

Uma alternativa ainda considerada remota seria uma composição com a atual governadora Raquel Lyra, caso o PDT decida fechar aliança com o Partido Social Democrático. No entanto, essa possibilidade é vista como pouco provável diante do alinhamento político que Marília tem demonstrado com João Campos.

O movimento recente indica que a ex-deputada tenta romper com uma engenharia política que, em diferentes momentos, acabou não se consolidando a seu favor. A dúvida que permanece é se, desta vez, ela conseguirá garantir espaço na disputa.

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