João Campos diz que chapa para 2026 será definida por consenso entre aliados
Em meio a disputas nos bastidores por vagas ao Senado, prefeito do Recife afirma que decisões sobre a majoritária serão coletivas e cita janela partidária como combustível das articulações
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O prefeito do Recife, João Campos, afirmou nesta sexta-feira (7) que a definição da chapa majoritária para as eleições de 2026 em Pernambuco não será tomada de forma individual, mas construída coletivamente entre os partidos aliados. Cotado como possível candidato ao Governo do Estado, o gestor comentou as movimentações de bastidores envolvendo nomes interessados em disputar o Senado.
Nos últimos dias, aliados que pretendem concorrer a uma das vagas ao Senado demonstraram incômodo por se sentirem deixados de fora das primeiras conversas sobre a composição da chapa. Questionado sobre o assunto, João Campos destacou que decisões desse tipo exigem diálogo e construção política entre as legendas.
“Não será uma pessoa que tomará uma decisão sozinha de quem é vice, quem é senador, quem é governador. Isso se constrói em torno de uma frente. Você precisa convencer uma maioria e ter apoio de partidos políticos, porque ninguém é candidato de si”, afirmou.
Segundo o prefeito, a intensificação das articulações também está relacionada ao período da janela partidária, que permite que deputados mudem de partido sem sofrer punições. O prazo segue aberto até 4 de abril e costuma movimentar negociações e alinhamentos políticos.
Nos bastidores, a disputa pelas vagas ao Senado ganhou novos capítulos. O prefeito afirmou ter tomado conhecimento pela imprensa de entrevistas concedidas pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e pela ex-deputada federal Marília Arraes, que não descartaram disputar o Senado em uma eventual chapa liderada pela governadora Raquel Lyra.
As declarações surgiram após circular a informação de que os nomes cotados para o Senado pela Frente Popular seriam o senador Humberto Costa e o deputado federal Eduardo da Fonte.
Enquanto isso, Marília Arraes intensifica suas articulações políticas. A ex-deputada esteve no Rio de Janeiro para se reunir com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Segundo ela, a tendência é se filiar ao partido para disputar uma vaga no Senado nas eleições.
Também circulou recentemente a possibilidade de o ministro Wolney Queiroz ocupar a vaga de vice em uma eventual chapa encabeçada por João Campos pelo PDT, o que poderia reduzir o espaço de Marília na mesma composição. A ex-deputada, no entanto, afirmou que o próprio Wolney entrou em contato com ela para negar essa possibilidade, descartando qualquer definição nesse sentido até o momento.