31 de julho de 2025
economia

Vendas de veículos crescem 8,6% em fevereiro, mas produção recua no primeiro bimestre

Foram 185,2 mil emplacamentos no mês; exportações seguem em retração, segundo Anfavea

Por Redação
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No primeiro bimestre de 2026, as vendas totalizaram 355,7 mil unidades, volume semelhante ao mesmo período do ano passado. - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A venda de veículos no Brasil registrou 185,2 mil emplacamentos em fevereiro, crescimento de 8,6% em relação a janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com fevereiro de 2025, o crescimento foi marginal, de 0,1%.

No primeiro bimestre de 2026, as vendas totalizaram 355,7 mil unidades, volume semelhante ao mesmo período do ano passado.

Já a produção nacional apresentou aumento em fevereiro em relação a janeiro, com 204,3 mil veículos fabricados, 24,9% a mais do que as 163,6 mil unidades produzidas no mês anterior. No entanto, no acumulado do ano, a produção somou 368 mil unidades, queda de 8,9% ante o primeiro bimestre de 2025. A Anfavea lembra que, no ano passado, o Carnaval caiu em março, o que contribuiu para um ritmo maior de produção em fevereiro de 2025.

O ritmo de vendas não foi suficiente para compensar o recuo das exportações, que impactou a produção no início do ano. Entre janeiro e fevereiro, 59,4 mil veículos foram exportados, queda de 28% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em fevereiro, 33,5 mil unidades foram embarcadas, aumento de 29,6% sobre janeiro, mas queda de 34% na comparação com fevereiro de 2025. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou a retração nas exportações para a Argentina, mercado que contribuiu significativamente para os resultados positivos de 2025.

O balanço também mostra que 28.120 veículos leves híbridos e elétricos foram emplacados em fevereiro, representando 15,9% do total, sendo que a produção nacional respondeu por 43% desse volume, maior participação histórica registrada pela Anfavea.

“O resultado dos investimentos em novas tecnologias e produtos é cada vez mais visível. Temos desafios, como a guerra no Oriente Médio, que podem impactar o setor, mas acreditamos na resiliência da cadeia automotiva brasileira e na intenção firme dos associados de continuar investindo no país”, afirmou Calvet.