Polícia desarticula grupo suspeito de tráfico de drogas em Toritama e outras cidades de Pernambuco
Grupo criminoso usava delivery comandado por falsos mototaxistas para entregar entorpecentes
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A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na quarta-feira (4), a Operação Delivery, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas em Toritama, no Agreste do estado, além de outros municípios. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão domiciliar.
De acordo com a polícia, as investigações começaram em junho de 2024 e apontaram a atuação de um grupo envolvido não apenas com o tráfico de drogas, mas também com corrupção de menores e uso de veículo com sinal identificador adulterado.
O nome da operação faz referência à forma como o grupo atuava. Segundo a investigação, um homem se passava por mototaxista e utilizava um veículo com placa adulterada para realizar entregas de drogas por “delivery”, combinadas previamente com usuários por meio de aplicativos de mensagens.
“O esquema funcionava como um verdadeiro delivery de drogas na cidade. A operação busca coibir essa prática e evitar outros crimes relacionados, como homicídios”, explicou o delegado Marcus Alexandre, responsável pela investigação.
As ações policiais ocorreram nas cidades de Toritama, Buíque, Tacaimbó, Santa Cruz do Capibaribe, Itaquitinga, Paulista e Caruaru. Cerca de 50 policiais civis participaram da operação, com apoio da Polícia Militar de Pernambuco, da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização e da Polícia Civil da Paraíba.
Segundo a polícia, as investigações tiveram início após uma operação conjunta realizada em Toritama, que resultou na apreensão de quase 3 quilos de crack e maconha, além de balanças de precisão, celulares e uma motocicleta com placa adulterada.
Até o momento, 17 pessoas foram identificadas como integrantes da organização criminosa, sendo duas delas adolescentes. Os suspeitos poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa, corrupção de menores e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
A Polícia Civil informou que novas fases da operação não estão descartadas, dependendo da análise do material apreendido durante as diligências.