Terceira vítima denuncia réu de estupro coletivo em Copacabana
Jovem prestou depoimento e investigação segue em andamento
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Uma nova denúncia de estupro contra um dos investigados no caso do ataque coletivo a uma adolescente de 17 anos em Copacabana foi registrada nesta terça-feira (3) na 12ª Delegacia de Polícia, totalizando três relatos de vítimas. A jovem, que compareceu à delegacia acompanhada da mãe, apontou Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, como autor do crime.
O delegado responsável pelo caso, Angelo Lages, afirmou que “essa terceira vítima o registro está sendo feito neste momento. A investigação está apenas no começo”. Na segunda-feira (2), outra jovem também procurou a polícia relatando ter sido estuprada por pelo menos dois integrantes do grupo, à época com 14 anos e atualmente com 17.
Até o momento, quatro maiores de idade são réus pelo ataque: Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos, João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos. Todos respondem por estupro coletivo de menor e cárcere privado. Um menor de idade também está sob investigação, com procedimento desmembrado e analisado pela Vara da Infância e da Juventude.
Conforme o inquérito, a adolescente foi convidada pelo ex-namorado para ir ao apartamento de um amigo em 31 de dezembro. Segundo relatos, a vítima foi levada a um quarto onde sofreu violência sexual por todos os suspeitos presentes, incluindo agressões físicas. O exame de corpo de delito constatou lesões compatíveis com violência, e materiais foram coletados para perícia genética e análise de DNA.
A Justiça do Rio de Janeiro negou pedidos de habeas corpus para os réus foragidos, decisão confirmada pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal. O caso segue sob segredo de Justiça.
Primeira nota:
“A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu.
A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação.”
Segunda nota:
"A defesa de João Gabriel Xavier Bertho informa que, em respeito à decisão judicial, ele se entregou hoje (03/03) na 10ª delegacia. João Gabriel e a defesa confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia."