31 de julho de 2025
quebrou o silêncio

Michelle Bolsonaro se pronuncia após Moraes negar prisão domiciliar ao ex-presidente: "Muito triste"

Ex-primeira-dama usa redes sociais para confortar marido após decisão de Moraes; PGR foi contrária ao pedido

Por Redação
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Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama - Foto: Isac Nóbrega/PR

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (2) para se manifestar após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi proferida na tarde desta segunda, mantendo o ex-presidente na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses.

Em publicação no próprio perfil, Michelle lamentou o resultado e classificou a situação como "muito triste", mas buscou conforto na fé. "Muito triste toda essa injustiça… Dias difíceis… Não perdi a fé e creio que tudo está no controle de Deus e que não há mal que dure para sempre", escreveu. A ex-primeira-dama afirmou ainda que o ex-presidente "tem um desígnio aqui na Terra" e que o que ele vive atualmente "não muda o que Deus já preparou para o seu futuro".

"O amanhã pertence somente a Deus, e Ele continua escrevendo a sua história, meu amor", declarou Michelle, que também compartilhou um versículo bíblico e reforçou o apoio ao marido. "Vamos vencer! Você é forte e corajoso. Eu te amo e estarei ao seu lado sempre", finalizou a ex-primeira-dama em mensagem direcionada a Bolsonaro.

O novo pedido da defesa do ex-presidente, apresentado no mês passado, sustentava a "existência de risco de vida e a incompatibilidade entre o ambiente carcerário e o rigor das terapias contínuas exigidas". No entanto, após ser intimada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contrariamente ao encaminhamento de Bolsonaro para o regime domiciliar.

Ao analisar o caso, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o local de custódia de Bolsonaro possui plena garantia da dignidade da pessoa humana, com atendimento médico, atividades físicas, sessões de fisioterapia, além de assistência religiosa e visitas autorizadas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dos filhos e de aliados políticos. O ministro ainda citou que a perícia da Polícia Federal (PF) aponta que as comorbidades de Bolsonaro não ensejam a transferência para outro regime prisional.

O magistrado, relator dos processos relacionados à tentativa de golpe, mencionou que, ao negar novamente a domiciliar ao ex-presidente, também levou em consideração o episódio em que Bolsonaro teria tentado violar a tornozeleira eletrônica – fato que levou Moraes, à época, a converter a prisão domiciliar em prisão preventiva.

Jair Bolsonaro está preso e cumpre pena de 27 anos e 3 meses no âmbito do processo sobre a tentativa de golpe, após o esgotamento dos recursos. O ex-presidente já estava submetido a medidas cautelares desde julho do ano passado no inquérito que apura possível interferência em processos relacionados à tentativa de golpe – caso em que um de seus filhos, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, tornou-se réu por coaçãoInicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal (PF), Bolsonaro deixou uma sala da corporação em 15 de janeiro, quando Moraes determinou sua transferência para a Papudinha, onde permanece em uma sala de Estado-Maior. A unidade é administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).