31 de julho de 2025
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Guerra pode tirar o Irã da Copa do Mundo do Estados Unidos; veja como pode ficar o torneio

Seria a primeira vez na história das Copas que uma seleção classificada deixaria o torneio por boicote ligado a conflito armado

Por Redação
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A frase clássica do técnico italiano Arrigo Sacchi volta ao debate em meio a um cenário explosivo no Oriente Médio: “O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”. Com a escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, cresce a incerteza sobre a presença da seleção iraniana na próxima Copa do Mundo.

O Mundial será disputado entre 11 de junho e 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá. O Irã está no Grupo G, ao lado de Egito, Nova Zelândia e Bélgica, com partidas previstas para Los Angeles e Seattle.

Nos bastidores, a possibilidade de boicote é tratada como real. A delegação iraniana já havia sinalizado desconforto durante o sorteio dos grupos, em dezembro, ao não comparecer ao evento em protesto contra dificuldades na obtenção de vistos. Com o agravamento do conflito, o impasse ganhou proporções maiores.

Além da tensão diplomática, há preocupações logísticas e de segurança. Em Los Angeles, por exemplo, vive uma das maiores comunidades iranianas fora do país, estimada em cerca de 500 mil pessoas — a chamada “Tehrangeles”. A eventual presença da seleção em meio a um cenário de guerra poderia gerar riscos tanto para a equipe quanto para torcedores.

A FIFA evita antecipar decisões. O secretário-geral da entidade afirmou que o tema está sendo monitorado, mas classificou qualquer posicionamento definitivo como prematuro.

Caso o Irã confirme a desistência, a Fifa dispõe de caminhos previstos em estatuto para preencher a vaga.

A primeira possibilidade é convocar a seleção que terminou logo atrás do Irã nas Eliminatórias Asiáticas — no caso, os Emirados Árabes Unidos.

Outra alternativa seria promover o Iraque à Copa e deslocar os Emirados Árabes Unidos para a disputa da repescagem, ajustando o chaveamento previsto.

O regulamento da Fifa estabelece que, em caso de desistência ou impedimento de participação, a vaga pode ser preenchida por “uma equipe alternativa indicada, geralmente o segundo colocado direto da repescagem classificatória relevante ou a equipe não classificada de melhor ranking daquela confederação”.

Impacto político e esportivo

Seria a primeira vez na história das Copas que uma seleção classificada deixaria o torneio por boicote ligado a conflito armado — situação semelhante já ocorreu em Jogos Olímpicos, mas não em Mundiais de futebol.