Família brasileira fica retida em Dubai após escalada de conflito no Oriente Médio
Empresária mineira está com marido e filho no Porto Rashid desde sábado; cerca de 3 mil passageiros aguardam resgate
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A empresária mineira Ana Paula de Oliveira Graciani, de 38 anos, está com o marido e o filho no Porto Rashid, em Dubai, desde o último sábado (28), após o cruzeiro em que viajariam ser cancelado por conta do agravamento do conflito no Oriente Médio. A família é uma das cerca de três mil pessoas que aguardam no local uma definição sobre o retorno para casa. "Estamos incertos por não saber quando vamos poder voltar para o Brasil, porque os portos e aeroportos estão fechados", relatou.
A empresária contou à CNN Brasil que foi informada pelo comandante sobre a suspensão do trajeto — que passaria por Doha, Bahrein e Abu Dhabi — ainda antes do embarque, por medida de segurança. Desde então, os passageiros foram orientados a não deixar a embarcação. "Caso resolvamos sair, a responsabilidade é nossa", afirmou. Na tarde desta segunda (2), a administração do navio informou que acionará as embaixadas para organizar o resgate dos viajantes.
No sábado, Ana Paula relatou ter ouvido explosões e recebido alertas do governo sobre a chegada de mísseis. Os Estados Unidos lançaram ataques contra bases militares do Irã na madrugada de sábado, atingindo pontos em Doha e Dubai. O aeroporto internacional de Dubai sofreu danos leves e quatro pessoas ficaram feridas. Ao menos 24 voos com destino ou origem no Brasil foram cancelados, e as operações da Qatar Airways e Emirates Airlines seguem suspensas.
A Embaixada do Brasil nos Emirados Árabes Unidos foi procurada, mas ainda não respondeu sobre o apoio a brasileiros na região. O conflito teve início após o fim da última rodada de negociações entre EUA e Irã, com Trump justificando a ação como medida para conter o programa de mísseis iranianos. Teerã também foi atacada, e a imprensa local noticiou a morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, além de ao menos 200 vítimas no país.