Suspeito de matar a mãe é decapitado por detentos no CDP de Pinheiros em São Paulo
Washington Ramos Brito, de 31 anos, foi morto com lâmina de barbear três dias após ser preso por feminicídio
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Uma execução brutal chocou o sistema prisional de São Paulo na madrugada deste sábado (28). Washington Ramos Brito, de 31 anos, foi decapitado dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste da capital, apenas três dias após ser preso sob suspeita de ter matado a própria mãe.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais penais flagraram um dos detentos segurando apenas a cabeça da vítima. O autor da decapitação foi identificado como Rodrigo Galvão dos Santos, que contou com a ajuda de Jose Welington Matos Vitorino. Os dois utilizaram uma lâmina de barbear para decapitar Brito e ainda realizaram um corte em seu abdômen, removendo os órgãos internos e colocando-os em uma embalagem. As orelhas da vítima também foram arrancadas.
Questionados, os dois detentos confessaram o crime e revelaram a motivação. Segundo eles, o fato de Brito ter matado a própria mãe por causa de um pão os revoltou. Ambos afirmaram que não têm mães e se comoveram com a situação, o que resultou na morte violenta do homem.
A cela foi preservada e isolada para perícia técnica. Rodrigo e Jose Welington foram levados ao 91° Distrito Policial, onde prestaram depoimento, mantiveram a confissão e passaram por exame de corpo delito. Eles foram presos em flagrante e responderão por homicídio, com os agravantes de motivo fútil e emprego de meio cruel.
Washington Ramos Brito havia sido preso no último dia 25 de fevereiro, suspeito de matar a própria mãe, Angelina Maria Ramos, de 58 anos. O crime ocorreu em uma casa no Jardim das Palmas, região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo.
O corpo de Angelina foi encontrado na manhã do dia 25 por outro filho da vítima. O cadáver apresentava sinais de estrangulamento e arranhões pelo pescoço. Em depoimento à Polícia Militar, o filho que encontrou a mãe morta contou que havia saído para trabalhar na noite anterior e viu a porta do quarto dela fechada. Ao retornar pela manhã, a porta permanecia fechada, e ao abri-la, deparou-se com o corpo.
Segundo o tenente-coronel da PM Ives Minosso, o filho da vítima revelou que a última pessoa a estar na casa foi seu irmão, Washington, que teria passagens na Justiça. Após ser preso, Brito foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, posteriormente, ao CDP de Pinheiros II, onde acabou morto de forma brutal três dias depois.