31 de julho de 2025
DISTRITO FEDERAL

Irmã diz que amigos de Turra combinaram versão falsa de uso de droga após agressão que matou Rodrigo

Em coletiva, família de Rodrigo Castanheira relata que amigos e a namorada de Pedro Turra teriam combinado o que iriam dizer aos policiais, inclusive inventando que a vítima estava sob efeito de drogas após a briga em Vicente Pires (DF)

Por RAYANY FRANÇA
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Rodrigo Castanheira - Foto: Divulgação/Senac-DF

A irmã do adolescente Rodrigo Castanheira, que morreu após uma briga em Vicente Pires (DF) no dia 22 de janeiro, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (27) que os amigos de Pedro Turra, de 19 anos, e a namorada dele teriam combinado versões falsas do que diriam à polícia, incluindo a mentira de que Rodrigo teria usado drogas no dia da agressão.

Segundo Isabela Castanheira, familiares e conhecidos de Turra debocharam da família de Rodrigo logo após o crime e deliberadamente traçaram depoimentos para tentar colocar o adolescente como culpado pela altercação. “Eles combinaram que o Rodrigo estava drogado, e meu irmão não usava drogas”, disse ela, ressaltando que afirmações sobre álcool, canivete e comportamento agressivo da vítima foram fabricadas.

Isabela relatou ainda que, enquanto familiares choravam na delegacia, a namorada de Turra teria rido e ironizado a situação, fazendo comentários sobre a ausência de Rodrigo no local. A postura dos envolvidos, de acordo com ela, sugeriu frieza e desrespeito diante da tragédia.

A jovem também contou que ouviu o advogado do grupo dizer que “não ia dar nada” porque estavam no Brasil, comentário que a deixou ainda mais indignada. Ela disse que ver a suposta coordenação das versões entre Turra, seus amigos e a namorada foi “uma violência” e aprofundou o sofrimento da família.

Rodrigo Castanheira sofreu graves ferimentos após ser agredido por Turra durante uma discussão que teria começado por causa de um chiclete mascado e terminou em violência física. O menor bateu a cabeça contra um carro e acabou internado em estado crítico. Após 16 dias na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Brasília, ele morreu em 7 de fevereiro, e o caso foi reclassificado como homicídio doloso.

Turra chegou a ser preso um dia após o confronto, foi solto mediante pagamento de fiança, mas voltou a ser detido preventivamente após a repercussão do caso e segue no Complexo Penitenciário da Papuda, onde aguarda julgamento pelo crime.

A família de Rodrigo segue lutando por justiça e afirma que o luto não conseguirá ser vivido de forma plena até que o caso seja concluído no sistema judiciário com responsabilização dos envolvidos.