Irmã diz que amigos de Turra combinaram versão falsa de uso de droga após agressão que matou Rodrigo
Em coletiva, família de Rodrigo Castanheira relata que amigos e a namorada de Pedro Turra teriam combinado o que iriam dizer aos policiais, inclusive inventando que a vítima estava sob efeito de drogas após a briga em Vicente Pires (DF)
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A irmã do adolescente Rodrigo Castanheira, que morreu após uma briga em Vicente Pires (DF) no dia 22 de janeiro, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (27) que os amigos de Pedro Turra, de 19 anos, e a namorada dele teriam combinado versões falsas do que diriam à polícia, incluindo a mentira de que Rodrigo teria usado drogas no dia da agressão.
Segundo Isabela Castanheira, familiares e conhecidos de Turra debocharam da família de Rodrigo logo após o crime e deliberadamente traçaram depoimentos para tentar colocar o adolescente como culpado pela altercação. “Eles combinaram que o Rodrigo estava drogado, e meu irmão não usava drogas”, disse ela, ressaltando que afirmações sobre álcool, canivete e comportamento agressivo da vítima foram fabricadas.
Isabela relatou ainda que, enquanto familiares choravam na delegacia, a namorada de Turra teria rido e ironizado a situação, fazendo comentários sobre a ausência de Rodrigo no local. A postura dos envolvidos, de acordo com ela, sugeriu frieza e desrespeito diante da tragédia.
A jovem também contou que ouviu o advogado do grupo dizer que “não ia dar nada” porque estavam no Brasil, comentário que a deixou ainda mais indignada. Ela disse que ver a suposta coordenação das versões entre Turra, seus amigos e a namorada foi “uma violência” e aprofundou o sofrimento da família.
Rodrigo Castanheira sofreu graves ferimentos após ser agredido por Turra durante uma discussão que teria começado por causa de um chiclete mascado e terminou em violência física. O menor bateu a cabeça contra um carro e acabou internado em estado crítico. Após 16 dias na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Brasília, ele morreu em 7 de fevereiro, e o caso foi reclassificado como homicídio doloso.
Turra chegou a ser preso um dia após o confronto, foi solto mediante pagamento de fiança, mas voltou a ser detido preventivamente após a repercussão do caso e segue no Complexo Penitenciário da Papuda, onde aguarda julgamento pelo crime.
A família de Rodrigo segue lutando por justiça e afirma que o luto não conseguirá ser vivido de forma plena até que o caso seja concluído no sistema judiciário com responsabilização dos envolvidos.