31 de julho de 2025
polícia

Irmã de Rodrigo Castanheira acusa amigos de Pedro Turra de combinar mentiras sobre uso de drogas

Família relata deboche e manipulação de depoimentos após agressão que levou à morte do adolescente em Vicente Pires

Por redação
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A jovem denunciou que os amigos de Turra e a namorada criaram uma versão falsa de que Rodrigo estaria drogado, alcoolizado e armado com canivete, o que não correspondia à realidade. - Foto: João Paulo Nunes/Metrópoles

A irmã de Rodrigo Castanheira, adolescente que morreu após ser agredido em Vicente Pires (DF), afirmou que os amigos e a namorada de Pedro Turra debocharam da família e combinaram relatos para policiais, tentando culpar Rodrigo pelo incidente.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (27), Isabela Castanheira detalhou que, na delegacia, presenciou o comportamento desrespeitoso do grupo, que ria e questionava por que a vítima não estava presente. Segundo ela, o advogado do acusado chegou a tranquilizar os envolvidos, dizendo que “não ia dar nada”.

A jovem denunciou que os amigos de Turra e a namorada criaram uma versão falsa de que Rodrigo estaria drogado, alcoolizado e armado com canivete, o que não correspondia à realidade. O semblante frio de Turra e o deboche da namorada intensificaram o sofrimento da família.

O caso ocorreu na noite de 22 de janeiro, quando uma briga entre Pedro Turra e Rodrigo Castanheira começou após uma provocação envolvendo um chiclete mascado. Durante a confusão, Rodrigo sofreu um soco que o fez bater a cabeça em um carro, levando a uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos. Ele foi internado no Hospital Brasília, em Águas Claras, e faleceu 16 dias depois, em 7 de fevereiro.

Pedro Turra foi preso inicialmente, solto mediante fiança de R$ 24 mil e posteriormente teve prisão preventiva decretada. Ele segue no Complexo Penitenciário da Papuda, denunciado por homicídio doloso pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, aguardando julgamento em júri.

A família de Rodrigo afirma que ainda não conseguiu lidar com o luto e clama por justiça, ressaltando que a conclusão do processo será essencial para que possam viver a dor da perda.