Ensino médio tem pior queda de matrículas desde 2020 com redução de 419 mil alunos
Censo Escolar 2025 aponta que rede pública responde por 86% das matrículas; tempo integral, porém, avança na contramão
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O número de matrículas no ensino médio caiu 5,4% em 2025 na comparação com o ano anterior, o que representa uma redução de 419 mil estudantes nas redes pública e privada. É o pior resultado desde 2020, início da série histórica recente e ano de pandemia, segundo dados divulgados pelo Censo Escolar 2025 nesta quinta-feira (26).
O Brasil tinha 7,3 milhões de alunos matriculados no ensino médio regular em 2025, contra 7,8 milhões em 2024, quando a etapa havia registrado crescimento de 1,5%. A queda interrompe o movimento de alta observado no ano anterior, em meio à implementação de políticas de permanência, como o programa Pé-de-Meia, voltado a estimular a conclusão da etapa.
A rede pública responde pela maior parte do total de matrículas no ensino médio, com aproximadamente 86%. Apesar da queda no número geral de alunos, o tempo integral avançou na rede pública. Considerando apenas as etapas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, o país registrou 8,8 milhões de matrículas em jornada ampliada em 2025, um crescimento de 11,3% em relação a 2024.
No ensino médio da rede pública, o tempo integral já representa 26,8% das matrículas. O número cresceu 8,4% em 2025, com acréscimo de 130,9 mil estudantes. Já na rede privada, cerca de 11% das matrículas do ensino médio são de tempo integral. As escolas de tempo integral funcionam, em geral, com jornada mínima de 7 horas diárias (35 horas semanais), acima da carga média das escolas de turno parcial, de cerca de 4 horas por dia.