O que dizem os astrônomos sobre o suposto alinhamento planetário deste mês
Entre 18 e 28 de fevereiro, Lua e cinco planetas estarão no céu; Observatório Nacional explica por que nem todos serão visíveis a olho nu e como identificar cada um
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O Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), esclareceu os boatos que circulam nas redes sobre um suposto alinhamento planetário no final de fevereiro. Entre os dias 18 e 28, a Lua e os planetas Vênus, Mercúrio, Saturno e Júpiter estarão no céu simultaneamente, mas isso não significa que formarão uma linha reta visível. "Quando vemos um alinhamento da Terra, os planetas aparecem mais ou menos próximos entre si, em um mesmo pedacinho do céu — como observar uma fila de pessoas estando dentro dela", explicou o astrofísico Gabriel Hickel.
Apesar da concentração de astros, nem todos poderão ser vistos a olho nu. Mercúrio e Vênus estarão muito próximos do horizonte e do Sol, o que dificulta — ou quase impossibilita — a observação. "Por volta das 19h, Vênus estará muito junto ao horizonte e será difícil notá-lo. O mesmo vale para Mercúrio. Essa dupla poderá ser vista por, no máximo, 10 minutos, dependendo da localização", detalha o Observatório. Saturno, por sua vez, poderá ser observado por volta das 20h. Netuno e Urano seguem invisíveis sem equipamento adequado.
Para quem quiser tentar avistar o fenômeno, a recomendação é buscar um local com horizonte oeste livre de prédios, morros ou árvores. O aplicativo Stellarium pode ajudar a localizar os planetas no céu. O Observatório Nacional reforça que configurações como essa ocorrem praticamente todos os anos e não têm qualquer influência sobre a Terra além do espetáculo visual. No último dia 20, houve um alinhamento quase perfeito entre Terra, Saturno e Netuno, que se repete a cada 35,5 anos. Um alinhamento com todos os oito planetas do Sistema Solar levaria cerca de 85,7 anos para acontecer.