Caso Daniela: MP ouve vítima e testemunhas enquanto suspeito segue foragido
Suspeito Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, não compareceu à audiência; vítima e testemunhas prestaram depoimento, e instrução processual segue normalmente
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O Ministério Público de Alagoas (MPAL) deu continuidade à investigação sobre o caso de Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, nesta segunda-feira (23), com a oitiva da vítima e de testemunhas, mesmo com o suspeito Victor Bruno da Silva Santos, popularmente chamado de “Vitinho”, ainda foragido. O crime, ocorrido em dezembro de 2024 na zona rural de Coité do Nóia, envolve estupro e tentativa de homicídio.
Durante a audiência, conduzida pelo promotor Lucas Mascarenhas, as testemunhas arroladas pelo MPAL e pela defesa prestaram depoimento. A vítima também foi ouvida, em cumprimento às garantias do contraditório e da ampla defesa. O réu não compareceu para o interrogatório.
“Encerrada a oitiva das testemunhas e tendo o réu, regularmente intimado, optado por não comparecer ao interrogatório, passa-se à fase de requerimento de eventuais diligências complementares. Após isso, serão apresentadas as alegações finais pelas partes e o processo seguirá para decisão judicial”, explicou o promotor.
O MPAL detalhou que, nesta fase, tanto o Ministério Público quanto a assistente de acusação e a defesa podem solicitar diligências adicionais para esclarecer os fatos antes da conclusão do processo.
O caso
Segundo os autos, Maria Daniela foi atacada após uma confraternização escolar em 6 de dezembro de 2024. Além de estuprada, a jovem sofreu tentativa de feminicídio por asfixia. O ataque ocorreu em uma chácara em Coité do Nóia, deixando a vítima em coma por cinco dias. Desde então, ela depende integralmente de familiares para atividades básicas e enfrenta graves sequelas.
Exames toxicológicos apontaram a presença de medicamentos sedativos como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina, indicando que o crime foi premeditado e a vítima dopada para impedir resistência.
O suspeito, que segue foragido, é procurado pela Polícia e a expectativa da sociedade é por sua captura e responsabilização pelo crime.