Brasil termina em 19º no bobsled 4-man e alcança melhor resultado da história nas Olimpíadas de Inverno
Quarteto brasileiro avança à final em Milão-Cortina 2026 e sobe uma posição em relação a Pequim 2022; Alemanha domina o pódio
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O Brasil conquistou neste domingo seu melhor resultado no bobsled 4-man (para quatro atletas) em Olimpíadas de Inverno. O quarteto formado por Edson Bindilatti, Davidson de Souza “Boka”, Rafael Souza e Luis Bacca terminou a prova na 19ª colocação nos Jogos de Olimpíadas de Inverno de 2026, realizados em Cortina d'Ampezzo.
A equipe repetiu o feito de Olimpíadas de Inverno de 2022 ao avançar para a descida final, mas desta vez subiu um degrau no ranking, consolidando o melhor desempenho da história da modalidade para o país.
A Alemanha ficou com ouro e prata na disputa, enquanto a Suíça completou o pódio.
A competição também marcou a despedida de Edson Bindilatti, que participou de todas as seis edições em que o Brasil esteve presente no bobsled olímpico: Salt Lake City 2002, Turim 2006, Sochi 2014, PyeongChang 2018, Pequim 2022 e Milão-Cortina 2026.
Aos 46 anos, o ex-decatleta encerra uma trajetória pioneira no gelo brasileiro.
“Chegar aqui e fazer o melhor resultado do bobsled do Brasil é um feito muito grande. O Brasil está em boas mãos”, afirmou o piloto após a prova.
O Brasil iniciou o último dia na 20ª posição. Na primeira descida, registrou 55s04 (15º tempo), mas um erro na segunda tomada (55s42) prejudicou a classificação momentânea.
Na terceira descida, com push de 4s94 e tempo de 55s38, o quarteto ultrapassou Liechtenstein e Canadá, garantindo vaga na final na 19ª posição geral.
Na quarta e decisiva descida, mesmo sem o melhor push (4s93), Bindilatti conseguiu ganhar na pilotagem e manter o Brasil à frente do Canadá por dois centésimos. O tempo final foi de 55s30, somando 3min41s14 no total.
O resultado consolida a evolução do bobsled nacional no cenário olímpico. Repetir a presença na final e ainda melhorar a posição em relação a Pequim 2022 demonstra consistência e crescimento técnico da equipe.
Com a saída de Bindilatti, a expectativa é que a nova geração mantenha o projeto competitivo para os próximos ciclos olímpicos.