31 de julho de 2025
Justiça

Trio é condenado por “golpe do amor” contra moradora de Alagoas

Vítima perdeu mais de R$ 8 mil ao acreditar em romance virtual com homem que dizia morar nos EUA

Por Redação
Publicado em
Trio é condenado por “golpe do amor” contra moradora de Alagoas - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas condenou três pessoas por aplicar o chamado “golpe do amor” — esquema conhecido também como romance scam — contra uma moradora de Capela. Os réus terão de pagar R$ 8.450 por danos materiais e R$ 20 mil por danos morais à vítima, conforme decisão do juiz André Luis Parizio Maia Paiva.

Como aconteceu o golpe

O caso começou em dezembro de 2023, quando a vítima passou a conversar por aplicativo com um homem que afirmava residir nos Estados Unidos. Ele prometeu se mudar para o Brasil e chegou a propor casamento, fazendo com que a vítima acreditasse no relacionamento.

Depois de cerca de um mês, o falso namorado informou que enviaria um presente com dólares e, em seguida, surgiu um suposto funcionário da alfândega exigindo R$ 3.950 para liberar a mercadoria. A vítima realizou o pagamento via PIX. No dia seguinte, o grupo solicitou mais R$ 4.500 para transporte da encomenda, valor que precisou ser pago com empréstimo. No total, o prejuízo chegou a R$ 8.450.

Os criminosos ainda tentaram exigir R$ 18.500 adicionais, quando a vítima finalmente desconfiou e procurou a polícia.

Réus identificados e condenação

A investigação apontou Henrique Marinato de Oliveira como um dos envolvidos, condenado junto com Kholeka Mavies Botha e Ikpindi Dermane.

Uma das rés afirmou que apenas havia emprestado sua conta bancária e não tinha ciência do golpe. O juiz rejeitou essa versão, destacando que o titular de conta é responsável pelo uso dela, e que a existência de várias contas levantava dúvidas sobre a alegação.

Justiça reconhece manipulação emocional

Na sentença, o magistrado destacou que os réus criaram um relacionamento fictício e manipularam a vítima emocionalmente para obter dinheiro, aproveitando-se da vulnerabilidade dela. O esquema foi considerado “engenhoso” e planejado de forma conjunta.

Os valores bloqueados nas contas dos réus serão usados para indenizar a vítima. Tanto os danos materiais quanto os morais terão correção pelo INPC e juros de 1% ao mês.