31 de julho de 2025
TORTURA

Adolescente de 17 anos tem dedos decepados após fazer sinais de facção em Porto Alegre (RS)

Polícia Civil prende quatro suspeitos envolvidos no crime brutal contra a jovem, que foi sequestrada e torturada; vítima segue em recuperação.

Por RAYANY FRANÇA
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Adolescente tem dedos decepados após fazer sinais de facção no RS - Foto: Duivulgação/ PCRS

Uma adolescente de 17 anos foi vítima de um crime extremo em Porto Alegre (RS) após ser sequestrada e torturada por integrantes de uma facção criminosa no dia 5 de janeiro de 2026. A jovem teve dedos de ambas as mãos decepados, sofreu agressões físicas severas e teve os cabelos arrancados durante o ataque, segundo a investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

De acordo com as autoridades, a motivação do crime teria sido uma foto publicada nas redes sociais em que a adolescente aparece fazendo sinais com as mãos que foram interpretados pelos criminosos como simbolismo de uma facção rival, embora ela não tenha qualquer vínculo com grupos criminosos.

A vítima foi raptada enquanto estava na rua com o avô de criação e mantida em cárcere privado no bairro Lomba do Pinheiro, na zona leste da capital gaúcha. Durante o período em que esteve sob custódia dos suspeitos, ela foi espancada e submetida às torturas que resultaram em sequelas permanentes.

Na manhã desta quinta-feira (19/2), a Polícia Civil deflagrou a Operação Vox para capturar os responsáveis pelo crime. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão contra os suspeitos, três presos temporariamente por envolvimento direto no caso e um detido em flagrante por receptação de produtos de origem ilícita.

A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio da Divisão da Criança e Adolescente (DECA) e do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV). A delegada titular Sabrina Dóris Teixeira afirmou que a vítima segue em recuperação após a cirurgia, mas sofreu ferimentos que deixaram sequelas físicas permanentes e precisou ser removida de sua residência em razão do risco à sua segurança. 

Ela sofreu severas lesões corporais. Indícios apontam que o crime foi uma punição, infligida por publicação de simbologia relacionada a organizações criminosas nas redes sociais. Os trabalhos prosseguem, com foco no completo esclarecimento dos fatos”, declarou a delegada Teixeira.

O caso chocou a comunidade e trouxe à tona a violência extrema praticada por facções criminosas, em que simples gestos ou interpretações equivocadas podem desencadear represálias brutais contra inocentes.