Celular de corretora flagrou ataque do síndico antes de sua morte; veja o vídeo
Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi assassinada após descer ao subsolo do prédio para verificar queda de energia; celular da vítima foi encontrado em tubulação de esgoto
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A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vítima de um crime premeditado e motivado por torpeza em Caldas Novas, no sul goiano. A conclusão é da Polícia Civil de Goiás (PCGO), que teve acesso a imagens impactantes gravadas pela própria vítima momentos antes do ataque. Os vídeos, recuperados do celular de Daiane, mostram que ela foi emboscada pelo síndico Cleber Rosa ainda no subsolo do prédio onde morava.
Assista:
De acordo com a corporação, Daiane desceu ao subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento e, durante o trajeto, gravou vídeos que enviou para uma amiga. O terceiro vídeo, no entanto, foi interrompido abruptamente e registra a dinâmica do crime. As imagens mostram Daiane saindo do elevador com o telefone em mãos e flagrando Cleber já posicionado no subsolo, usando luvas e encapuzado. O carro dele estava estacionado no local mais próximo dos quadros de energia, com a capota aberta — um indício claro de premeditação. Ele atacou a corretora por trás.
O celular da vítima foi encontrado posteriormente na tubulação do esgoto do prédio, onde o autor tentou ocultá-lo.
O crime
Daiane desapareceu em 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo para verificar a queda de energia. Câmeras de segurança flagraram sua entrada no elevador e sua passagem pela portaria, onde conversou com o recepcionista sobre a falta de luz. Em seguida, ela retornou ao elevador e desceu para o subsolo. A família nunca mais teve notícias dela.
Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava em Caldas Novas havia dois anos e administrava seis apartamentos da família no condomínio. No dia seguinte ao desaparecimento, ela teria um encontro com a mãe para discutir as locações de fim de ano, mas não apareceu. Quando a família chegou ao local, a porta do apartamento estava trancada — ao contrário do que mostrava o vídeo enviado por Daiane, no qual ela deixava a porta aberta, indicando intenção de voltar rapidamente.
A polícia quebrou o sigilo bancário da vítima e constatou que não houve movimentações após o sumiço. Varreduras no entorno não localizaram sinal do celular.
Corpo encontrado e confissão
Quarenta e três dias após o desaparecimento, o corpo de Daiane foi localizado em uma área de mata em Caldas Novas. Foi o próprio síndico Cleber Rosa quem levou os policiais ao local, onde o cadáver estava em avançado estado de decomposição. Em depoimento, ele confessou o assassinato e alegou ter agido sozinho após uma discussão acalorada no subsolo. Segundo seu relato, após o crime, ele colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.
Antes do assassinato, Daiane e Cleber já trocavam denúncias desde 2024, o que resultou em uma série de registros formais. A investigação aponta que o crime foi premeditado e por motivo torpe, mas os detalhes da motivação ainda estão sendo apurados pela polícia.