Família de Anthony exige respostas após contradições em laudo sobre causa da morte
Anthony Gabriel, de 7 anos, desapareceu enquanto brincava em Maceió e foi achado sem vida; contradição em informações médicas aumenta angústia de parentes
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A morte do pequeno Anthony Gabriel, de 7 anos, encontrado sem vida em um córrego no bairro do Feitosa, em Maceió, na noite dessa quarta-feira (18), tomou um novo e angustiante capítulo para a família. Parentes do menino denunciam que informações contraditórias repassadas por equipes médicas sobre a causa da morte têm gerado angústia e agora cobram esclarecimentos das autoridades.
De acordo com relatos da família, Anthony desapareceu no fim da tarde enquanto brincava com parentes e outras crianças nas proximidades de casa. Após horas de buscas, ele foi encontrado desacordado dentro de um córrego com aproximadamente dois metros de profundidade. O resgate foi realizado pelo próprio tio da criança e por um vizinho, antes da chegada do resgate. O tio contou que localizou o menino após identificar um objeto com o qual ele brincava próximo ao canal. Ele mergulhou, retirou o corpo da água e tentou reanimá-lo.
A criança foi levada com urgência para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde os médicos continuaram os procedimentos de reanimação, mas o óbito foi confirmado.
Segundo os familiares, a equipe médica informou inicialmente que a morte havia sido causada por afogamento e que não havia sinais de violência no corpo. Horas depois, contradizendo a primeira avaliação, uma nova comunicação teria apontado a existência de possíveis sinais de violência sexual. A mudança abrupta na informação deixou os parentes indignados. "Primeiro disseram que não havia sinais de violência e que a causa era afogamento. Depois voltaram atrás e informaram outra coisa. A gente quer saber a verdade", desabafou um familiar.
Diante da grave contradição, a família agora aguarda com ansiedade a conclusão dos exames periciais e o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML), que deverá esclarecer as reais circunstâncias da morte do menino.
O caso será investigado pela Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente (DECCCA), sob a responsabilidade da delegada Talita Aquino.