31 de julho de 2025
tensão

Exército dos EUA estaria pronto para atacar Irã neste fim de semana, mas Trump ''não teria se decidido''

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não deseja um conflito, mas não aceitará ser humilhado ou ceder a exigências a qualquer custo

Por Redação
Publicado em
Donald Trump - Foto: Reprodução/Reuters

O Exército dos Estados Unidos está preparado para atacar o Irã já neste fim de semana, embora o presidente Donald Trump ainda não tenha tomado uma decisão final sobre autorizar a ofensiva, disseram à CNN fontes familiarizadas com o assunto. A Casa Branca foi informada de que os militares poderiam estar prontos para um ataque até o fim de semana, após um aumento significativo nos últimos dias de recursos aéreos e navais no Oriente Médio, segundo as fontes. Uma fonte, no entanto, alertou que Trump tem argumentado, em privado, tanto a favor quanto contra uma ação militar e tem consultado assessores e aliados sobre qual seria o melhor caminho, não estando claro se ele tomaria uma decisão até o fim de semana.

Negociadores iranianos e americanos trocaram mensagens por três horas e meia na terça-feira durante conversas indiretas em Genebra, mediadas por Omã, mas saíram sem uma resolução clara. O principal negociador do Irã afirmou que ambos os lados concordaram com um conjunto de princípios orientadores, embora uma autoridade americana tenha dito que ainda há muitos detalhes a discutir.

A postura de Teerã, no entanto, é de desafio, apesar das declarações de que não busca uma guerra. O presidente iraniano afirmou que seu país não deseja um conflito, mas não aceitará ser humilhado ou ceder a exigências a qualquer custo. Ao mesmo tempo, a Guarda Revolucionária Islâmica iniciou jogos de guerra no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, e ameaçou fechar partes da via durante os exercícios.

Caso a opção militar seja escolhida, o governo Trump avalia dois cenários principais. O primeiro seria um ataque massivo, mas direcionado, às defesas aéreas iranianas, infraestrutura militar e bases da Guarda Revolucionária, com o objetivo de enfraquecer o regime e forçá-lo a voltar à mesa de negociação. A segunda opção, muito mais arriscada, seria uma campanha para eliminar lideranças políticas e militares iranianas, com o objetivo de derrubar o governo. Analistas alertam, no entanto, para a incerteza sobre quem ou o que viria depois em caso de colapso do regime.

Enquanto Israel pressiona por uma ação mais dura, os aliados árabes do Golfo estão profundamente preocupados com a possibilidade de desestabilização regional e têm pedido mais tempo para a diplomacia. 

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