31 de julho de 2025
CARNAVAL

Bloco Mulheres Rodadas pede fim da violência e dos feminicídio no Rio

Agremiação fez referências às tentativas de assassinato de Maria da Penha

Por Patrícia Fahlbusch
Publicado em
Mesmo após 10 anos de fundação da agremiação, o tema principal permanece atual - Foto: Tomaz Silva - Agência Brasil

O bloco carnavalesco Mulheres Rodadas se apresentou na zona sul do Rio de Janeiro e fez referência às tentativas de assassinato sofridas pela farmacêutica Maria da Penha Fernandes, em 1983.  Em 2006, a  emblemática vítima da violência doméstica no país, praticada pelo ex-marido, deu nome à lei federal que tipifica o crime. No ano passado, o Brasil contabilizou 1.518 vítimas do crime, segundo o Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Desde 2015, o Mulheres Rodadas discute o assédio, a violência doméstica e o feminicídio por meio de fantasias, placas e performances. Ao longo do desfile pelas ruas do bairro do Flamengo, as participantes fazem alusão à solidariedade entre as mulheres. Até mesmo a lista de músicas executadas pelas ritmistas é preparada de maneira especial. 

A coordenadora do bloco, Renata Rodrigues, diz que, mesmo depois de dez anos de fundação da agremiação, o tema principal permanece atual.

“Nós somos um dos poucos coletivos, no Rio, que discute a violência contra a mulher no carnaval”, disse ela, acrescentando que o problema está longe de ser superado, e que poder público e a iniciativa privada precisam apoiar a causa.