31 de julho de 2025
Reino Unido

Agente de liberdade condicional é condenada após ser flagrada beijando preso por duplo assassinato

Funcionária manteve relacionamento com detento condenado por matar dois parentes; caso foi revelado por câmeras de segurança

Por redação
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Bethany Dent-Reynolds é flagrada beijando Kieran Robinson, condenado na Inglaterra por duplo assassinato. - Foto: Reprodução/Crown Prosecution Service

Uma agente de liberdade condicional do Reino Unido foi condenada a oito meses de detenção após ser flagrada mantendo um relacionamento amoroso com um preso condenado por duplo assassinato. Bethany Dent-Reynolds, de 27 anos, foi filmada beijando Kieran Robinson, detento que cumpre pena por dois homicídios cometidos em 2020.

Segundo a promotoria, o contato entre os dois começou por meio de redes sociais, mesmo com Robinson encarcerado. As investigações apontaram a troca de mensagens e ligações com conteúdo sexual explícito, além de encontros presenciais realizados de forma clandestina dentro do sistema prisional.

Bethany trabalhava vinculada ao Serviço Prisional e de Liberdade Condicional de Sua Majestade e passou a visitar Robinson inicialmente na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh, em Londres. Posteriormente, mesmo após a transferência do preso para a unidade de Lowdham Grange, em Nottinghamshire, a agente continuou os encontros.

Imagens de câmeras de segurança que mostram o casal se abraçando e se beijando dentro do presídio foram decisivas para a condenação. A promotoria afirmou ainda que Bethany acessou, sem autorização, registros confidenciais do processo criminal de Robinson e compartilhou informações sensíveis com ele.

“O envolvimento foi claramente impróprio e comprometeu a integridade do sistema de justiça”, afirmou o promotor Sam Willis durante a audiência, ao destacar que o telefone celular da agente revelou inúmeras trocas de mensagens com o detento.

O caso se soma a outros episódios recentes envolvendo relações ilegais entre funcionárias do sistema prisional britânico e presos. As autoridades afirmam que situações do tipo representam risco à segurança das unidades e minam a confiança pública nas instituições responsáveis pela custódia e ressocialização de condenados.