Paulo Bilynskyj apresenta projeto para conceder porte de arma para trans
Deputado gerou revolta nos colegas de Parlamento, entre eles, Erika Hilton
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O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) apresentou o PL 422/26, cuja ementa é a seguinte: altera a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (Estatuto do Desarmamento), para assegurar o direito ao porte de arma de fogo às pessoas autodeclaradas transexuais. A matéria gerou reação no Congresso Nacional. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) classificou como “esdrúxula” a proposta apresentada pelo colega de Parlamento. Segundo Hilton, a prioridade do debate sobre a população trans deveria ser a ampliação de políticas públicas, a garantia de proteção e o fortalecimento da cidadania, e não a discussão sobre o porte de armas.
A um veículo de imprensa do Distrito Federal Erika Hilton disse que “pessoas trans não querem andar armadas, querem políticas públicas, proteção e cidadania. E desde quando esse senhor está preocupado com pessoas trans? Isso é pauta esdrúxula pra criar polêmica e tentar aparecer, já que [Paulo Bilynskyj] tem um mandato medíocre”.
A deputada seguiu criticando Bilynskyj, chamando-o até de ‘selvagem’. O deputado tem um ‘currículo’ de polêmicas, entre as quais está a morte da modelo Priscilla Barros, de 27 anos, sua ex-namorada. Em 2020, ela atirou seis vezes contra Bilynskyj, delegado à época. Em seguida, a mulher teria se suicidado. A Polícia Civil concluiu que Priscilla tentou matar Bilynskyj, e depois tirou a própria vida motivada por ciúmes. O Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento do caso, que foi acatado pela Justiça em julho de 2022.