Flávio Bolsonaro convida Tarcísio para colaborar com programa de governo e discute vaga ao Senado
Os dois têm encontro marcado para o dia 27, em São Paulo, para tratar do cenário eleitoral e de articulações estratégicas para a campanha
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, deverá contar com o apoio direto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na elaboração de seu programa de governo. Os dois têm encontro marcado para o dia 27, em São Paulo, para tratar do cenário eleitoral e de articulações estratégicas para a campanha.
De acordo com integrantes da cúpula do PL, Tarcísio poderá auxiliar Flávio em duas frentes consideradas prioritárias: a formulação de propostas para a área de infraestrutura e a aproximação com o mercado financeiro. A expectativa é que o governador paulista ajude o senador a encontrar um economista com perfil liberal capaz de dar credibilidade à equipe econômica da campanha — espécie de "Posto Ipiranga" para dialogar com investidores e setores produtivos.
O ex-ministro Paulo Guedes, que tem colaborado com Flávio nos últimos meses, já sinalizou resistência em assumir um papel mais ativo na campanha. Com isso, cresce a necessidade de um nome com trajetória reconhecida no meio econômico para integrar o núcleo duro da pré-candidatura.
Disputa pela segunda vaga ao Senado em SP
Além do programa de governo, Flávio e Tarcísio devem discutir a composição da chapa ao Senado por São Paulo. Uma das vagas já está reservada ao deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), aliado de primeira hora do governador.
A segunda vaga, no entanto, ainda é alvo de disputa interna. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defende o nome do deputado estadual Gil Diniz (PL), conhecido como "Carteiro do PCC" — apelido que adotou durante a campanha e que remete à sua atuação na segurança pública.
Tarcísio, por outro lado, avalia que um nome de perfil mais moderado seria mais adequado para a vaga. A leitura é que um candidato alinhado a discursos mais duros poderia afastar o eleitorado de centro, favorecendo a eleição de nomes ligados ao governo federal, como os ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB) ou Marina Silva (Rede).