31 de julho de 2025
FALSO PACIENTE

Falso paciente marca exames para furtar aparelhos de cardiologia em clínicas do DF

Suspeito usava dados falsos para agendar exames e não devolver equipamentos de alto custo avaliados em até R$ 23 mil

Por RAYANY FRANÇA
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Falso paciente marca exames para furtar aparelhos de cardiologia - Foto: Getty Images

Policiais civis da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro) prenderam um homem suspeito de liderar um esquema criminoso de fraudes com o objetivo de furtar aparelhos médicos de alto valor em clínicas de cardiologia no Distrito Federal.

De acordo com a investigação, o suspeito agendava consultas e exames específicos em diferentes clínicas como se fosse um paciente, com a finalidade de obter equipamentos portáteis de diagnóstico, como o Monitor de Pressão Arterial Ambulatorial (MAPA) e o holter, que são utilizados para monitorar o ritmo cardíaco por 24 horas fora do ambiente clínico. Após marcar os exames, ele não devolvia os aparelhos no prazo combinado com as unidades de saúde.

Para dificultar sua identificação e a recuperação dos equipamentos, cada agendamento foi feito com dados falsos assinados em termos de responsabilidade, segundo as apurações policiais. Esses aparelhos possuem valor de mercado que varia entre R$ 18 mil e R$ 23 mil cada, tornando o esquema ainda mais grave diante dos prejuízos aos serviços de saúde.

As investigações apontam que a escalada do crime começou no Distrito Federal e logo se espalhou para outros cinco estados brasileiros: Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Pará e Tocantins.

O suspeito foi encontrado e preso no estado do Pará, onde também teve cumprido mandado de prisão preventiva pela Polícia Civil local. Durante a ação, foram apreendidos celulares e o passaporte do investigado, que agora permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil do DF (PCDF) segue com a investigação para localizar os equipamentos subtraídos e identificar possíveis participações de terceiros na comercialização dos aparelhos no mercado paralelo. Especialistas em segurança pública alertam que casos que exploram fragilidades nos sistemas de agendamento e devolução de equipamentos médicos exigem maior rigor na conferência de dados e protocolos de retirada, especialmente em clínicas que fornecem dispositivos para uso domiciliar.