31 de julho de 2025
ASTRONOMIA E ESPAÇO

Buraco negro supera energia de Estrela da Morte em fenômeno cósmico raro

Evento de ruptura estelar (TDE) AT2018hyz continua emitindo energia crescente desde 2018 e pode se tornar o mais brilhante já registrado

Por Redação
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Segundo os astrônomos, o jato de energia tem sido expelido em uma única direção, não apontada para a Terra, o que pode explicar a detecção tardia do fenômeno. - Foto: Divulgação / Nasa

Um buraco negro supermassivo identificado pelos astrônomos apresenta um comportamento raro e extremamente energético: ele emite atualmente pelo menos um trilhão de vezes mais energia do que a Estrela da Morte, da franquia Star Wars. O fenômeno está relacionado a um evento de ruptura das marés (TDE, na sigla em inglês), em que uma estrela é despedaçada pela gravidade extrema do buraco negro.

O objeto, chamado AT2018hyz, foi detectado pela primeira vez em 2018 e parecia um TDE comum. No entanto, a partir de 2022, ele começou a liberar energia de forma crescente, processo descrito pelos pesquisadores como uma “digestão cósmica” tardia: partes do material estelar remanescente são expelidas em jatos, que foram captados por radiotelescópios no Novo México (EUA) e na África do Sul.

“Seria difícil imaginar algo liberando energia dessa forma por um período tão longo”, destacou Yvette Cendes, principal autora do estudo publicado recentemente na revista The Astrophysical Journal. A energia liberada atualmente é comparável à de uma explosão de raios gama, o que coloca o evento entre os mais energéticos já registrados individualmente no Universo.

Segundo os astrônomos, o jato de energia tem sido expelido em uma única direção, não apontada para a Terra, o que pode explicar a detecção tardia do fenômeno. A expectativa é que o TDE atinja seu pico energético e luminoso em 2027, oferecendo a oportunidade de observações inéditas.

Este é o primeiro TDE identificado com esse comportamento prolongado e extremamente intenso. Pesquisadores agora acreditam que outros eventos semelhantes podem estar acontecendo no Universo, e continuarão a buscar pistas para compreendê-los melhor.