31 de julho de 2025
polícia

Cunhado de Fernandinho Beira-Mar usava identidade falsa para despistar polícia

Perícia confirmou que Marinilson Carneiro da Silva utilizava documento falso de São Paulo; ele foi preso em Pernambuco

Por Redação
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De acordo com a polícia, Marinilson cuidava da manutenção de rotas do tráfico, negociava com produtores e inspecionava a qualidade da droga fornecida. - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Para evitar a prisão, Marinilson Carneiro da Silva, cunhado do traficante Fernandinho Beira-Mar, utilizava um documento falso emitido no estado de São Paulo. A estratégia foi descoberta após análises do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP), ligado à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que confirmaram, por meio de técnicas de reconhecimento facial, a verdadeira identidade do suspeito.

Com a confirmação pericial, os investigadores localizaram inicialmente um endereço vinculado a Marinilson em São Paulo, mas constataram que ele havia se deslocado para Pernambuco. A polícia fluminense, então, acionou as forças de segurança locais para apoiar a captura.

Marinilson foi preso na sexta-feira (13/2), em Cabrobó, região conhecida como Polígono da Maconha. A ação foi realizada por policiais civis da 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá), em conjunto com a Ditel e a Delegacia de Cabrobó. Segundo as investigações, ele é apontado como o principal responsável pela aquisição e distribuição de drogas do Comando Vermelho.

De acordo com a polícia, Marinilson cuidava da manutenção de rotas do tráfico, negociava com produtores e inspecionava a qualidade da droga fornecida para comunidades do Rio de Janeiro. A organização criminosa atuava em dois eixos principais: um com base em Mogi das Cruzes, articulando rotas que ligavam o Centro-Sul do país a Paraguai, Bolívia e Colômbia; e outro com centro em Cabrobó, responsável pelo envio de cocaína ao Nordeste e pela distribuição de maconha para estados como Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro.

A região onde ocorreu a prisão é alvo de disputa entre facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e o Bonde do Maluco. Cortada por rodovias federais estratégicas, como a BR-116, BR-232 e BR-316, a área facilita o escoamento da produção de drogas e concentra recorrentes confrontos armados.

As investigações seguem em andamento para identificar e prender outros integrantes da organização criminosa e desarticular as rotas de tráfico controladas pela facção.