31 de julho de 2025
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Oito cabeças humanas são achadas com recado contra furtos no Equador

Com nova ocorrência, país soma 13 casos semelhantes em um mês; polícia investiga disputa entre facções do narcotráfico

Por Redação
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As autoridades informaram que as vítimas teriam sido assassinadas na província vizinha de Manabí. - Foto: Reprodução

A polícia do Equador encontrou, neste sábado (14), oito cabeças humanas acompanhadas de panfletos com a frase “proibido roubar”. Os restos mortais foram localizados na província costeira de Guayas, área marcada por intensa disputa entre grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas.

Com a nova descoberta, chega a 13 o número de cabeças humanas encontradas no país apenas no último mês. De acordo com o coronel Marcelo Castillo, comandante da polícia em Guayas, a principal linha de investigação aponta para confrontos entre facções rivais do narcotráfico.

Segundo dados do Ministério do Interior, o Equador encerrou 2025 com uma taxa de 54 homicídios por 100 mil habitantes — média equivalente a um assassinato por hora —, índice que colocou o país como o mais violento da América Latina no período.

Ligação com crime anterior

As autoridades informaram que as vítimas teriam sido assassinadas na província vizinha de Manabí. Em 11 de janeiro, outras cinco cabeças humanas foram encontradas penduradas e expostas na praia turística de Puerto López, também acompanhadas de mensagens intimidatórias.

A escalada da violência está diretamente relacionada ao narcotráfico. Situado entre a Colômbia e o Peru — maiores produtores mundiais de cocaína —, o Equador se consolidou como rota estratégica para o envio da droga a mercados internacionais.

Estimativas oficiais indicam que cerca de 70% da cocaína produzida na região passa por portos equatorianos no Pacífico com destino aos Estados Unidos e à Europa. Em 2025, as forças de segurança apreenderam aproximadamente 227 toneladas de entorpecentes no país.