31 de julho de 2025
MÚSICA E DIVERSIDADE

Rec-Beat abre neste sábado no Recife e celebra 30 anos de trajetória

Festival gratuito reúne artistas do Brasil, da África e da América Latina no Cais da Alfândega

Por redação
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Nesta edição comemorativa, o evento reúne artistas emergentes e nomes já consagrados da música brasileira e internacional. - Foto: Ariel Martini / I Hate Flash

O Rec-Beat começa neste sábado (14) no Recife, marcando três décadas de história como um dos principais festivais independentes do país. A programação segue até a terça-feira (17), no Cais da Alfândega, com acesso gratuito ao público.

Criado em 1995 pelo produtor cultural Antonio Gutierrez, o Gutie, o festival consolidou-se como espaço de descoberta, experimentação e circulação de novas ideias musicais, reunindo diferentes gerações, estéticas e cenas. Ao longo dos anos, o Rec-Beat manteve a proposta de dialogar com tradições e vanguardas, ampliando sua atuação para além do Carnaval.

Nesta edição comemorativa, o evento reúne artistas emergentes e nomes já consagrados da música brasileira e internacional. Entre os destaques nacionais estão Djonga, Johnny Hooker, Carlos do Complexo, Jadsa, NandaTsunami e AJULLIACOSTA.

Johnny Hooker retorna ao palco do Rec-Beat com a estreia nacional da turnê Viver e Morrer de Amor na América Latina, baseada em seu quarto álbum de estúdio. A programação inclui ainda Chico Chico, Josyara e Felipe Cordeiro, que celebra 20 anos de carreira em um show dividido com a paraense Layse.

No cenário internacional, o festival recebe atrações como o Momi Maiga Quartet e os colombianos do Ghetto Kumbé, reforçando o intercâmbio entre cenas da África, da América Latina e do Brasil.

Uma das novidades deste ano é a estreia do Moritz, projeto dedicado exclusivamente à música eletrônica dentro da programação do Rec-Beat. A iniciativa funciona como uma plataforma autônoma e reúne DJs e produtores nacionais e internacionais, com foco na pista, na curadoria autoral e na experimentação sonora.

Com público médio superior a 60 mil pessoas por edição, o Rec-Beat mantém o compromisso com um ambiente democrático e inclusivo, reafirmando seu papel como vitrine da diversidade musical contemporânea.