31 de julho de 2025
Justiça americana

Babá brasileira é condenada a 10 anos de prisão por dupla morte nos Estados Unidos

Mesmo após acordo e confissão, Justiça aplicou pena máxima prevista; crime ocorreu no condado de Fairfax

Por Redação
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Natural de São Paulo e formada em enfermagem, Juliana se mudou para os Estados Unidos em 2021 por meio de um programa de intercâmbio cultural. - Foto: Reprodução/Redes sociais

A brasileira Juliana Peres Magalhães, de 23 anos, foi condenada a 10 anos de prisão pela Justiça dos Estados Unidos por participação nos assassinatos de Christine Banfield e Joseph Ryan. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (13) no condado de Fairfax, no estado da Virgínia.

Juliana, que trabalhava como babá da família Banfield, confessou envolvimento no crime e firmou acordo com a promotoria local, declarando-se culpada pela morte de Ryan. Mesmo assim, a juíza responsável pelo caso rejeitou a recomendação do Ministério Público para considerar o tempo já cumprido — pouco mais de dois anos — e aplicou a pena máxima prevista, de 10 anos.

Segundo as investigações, os crimes ocorreram em 24 de fevereiro de 2023. À época, Juliana mantinha um relacionamento extraconjugal com Brendan Banfield, marido de Christine e pai da criança de 3 anos e meio de quem a brasileira cuidava. O casal teria arquitetado um plano para matar Christine e simular que o crime havia sido cometido por um terceiro.

De acordo com o processo, foi criado um perfil falso em um site fetichista para atrair Joseph Ryan à residência da família. No dia do crime, Christine foi esfaqueada e chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Ryan foi morto a tiros dentro da casa. As investigações apontaram que Juliana foi responsável pela morte de Ryan, enquanto Brendan assassinou a esposa.

Brendan Banfield já foi considerado culpado pelos assassinatos, além de outros crimes, como uso de arma de fogo e exposição da filha do casal a risco. A sentença dele será definida em maio, com expectativa de prisão perpétua.

Antes do acordo, Juliana respondia por homicídio em segundo grau e porte ilegal de arma. Com a colaboração, a acusação foi reclassificada para manslaughter, modalidade de homicídio com pena menor, limitada a 10 anos. Em depoimento, a brasileira afirmou que o objetivo do crime era permitir que ela e Brendan ficassem juntos.

Natural de São Paulo e formada em enfermagem, Juliana se mudou para os Estados Unidos em 2021 por meio de um programa de intercâmbio cultural que permite a jovens viver com famílias norte-americanas como cuidadoras de crianças.