Diretor da Meta vai ao Senado falar sobre disseminação e financiamento de ações criminosas
Conrado Leister foi convidado por meio de requerimento do relator da CPI
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A CPI do Crime Organizado ouve, após a semana do Carnaval, o diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. O colegiado busca esclarecimentos sobre a possível utilização das plataformas digitais da empresa - o Facebook e o Instagram - como veículos para a disseminação de atividades criminosas e como fonte de financiamento para o crime organizado.
O diretor foi convidado por meio de requerimento do relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Vieira disse que o depoimento de Conrado Leister é urgente tendo em vista as “recentes e graves revelações publicadas pela imprensa, com base em documentos internos da própria empresa”. A Meta teria obtido faturamento de cerca de US$ 16 bilhões em 2024, proveniente da veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos. O valor representaria cerca de 10% da receita anual total da companhia.
O relator sustentou:
“Para os trabalhos desta CPI, o ponto nevrálgico da investigação é a natureza desses anúncios, que expuseram milhões de usuários a golpes de comércio eletrônico, investimentos falsos, cassinos ilegais e venda de produtos médicos proibidos. Anúncios dessa natureza poderiam constituir fontes de receita e métodos de lavagem de capitais para facções e organizações criminosas, objeto de investigação desta comissão”, disse Alessandro Vieira.