Bolsa Família paga beneficiários com NIS final 2 nesta sexta-feira (13)
Programa alcança 18,8 milhões de famílias em fevereiro, com investimento de R$ 13 bilhões; adicionais por criança e gestante elevam valor médio
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A Caixa Econômica Federal realiza nesta sexta-feira (13) o pagamento da parcela de fevereiro do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas a inclusão de adicionais eleva a média nacional para R$ 690,01 neste mês.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,84 milhões de famílias em fevereiro, com um investimento total de R$ 13 bilhões. Além da parcela básica, são pagos três tipos de adicionais: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 a gestantes e a cada filho entre 7 e 18 anos; e seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até 6 meses de idade (Benefício Variável Familiar Nutriz), garantindo a alimentação do recém-nascido.
Os beneficiários podem consultar informações sobre valores, datas de pagamento e composição das parcelas pelo aplicativo Caixa Tem, utilizado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado e regras
Em fevereiro, 171 cidades de oito estados tiveram o pagamento antecipado para quinta-feira (12), independentemente do NIS. A medida atendeu municípios do Rio Grande do Norte (122) afetados pela seca, além de localidades na Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1), que sofreram com chuvas intensas, estiagens ou abrigam povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista completa está disponível no site do ministério.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais desconto do Seguro Defeso, pago a pescadores artesanais durante o período da piracema. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o programa.
Regra de proteção
Cerca de 2,51 milhões de famílias permanecem na chamada regra de proteção em fevereiro. O mecanismo permite que famílias cujos membros consigam emprego e tenham aumento de renda continuem recebendo 50% do benefício por até um ano (para quem ingressou na regra a partir de junho de 2025) ou dois anos (para os que se enquadraram até maio de 2025), desde que cada integrante receba até meio salário mínimo.