31 de julho de 2025
polícia

Jovem morto no Jacintinho foi confundido com homem que citou facção em vídeo, diz polícia

Investigação aponta que vítima não tinha envolvimento com o crime e foi confundida com homem que gravou imagens em um bar da região.

Por Redação
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José Thiago trabalhava em uma farmácia e havia sido aprovado em concurso público para fuzileiro naval. - Foto: Acervo pessoal

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) identificou pelo menos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato de José Thiago Chagas Bezerra, de 19 anos, morto a tiros no bairro do Jacintinho, em Maceió. As investigações apontam que o jovem foi vítima de um erro de identificação.

De acordo com o delegado Arthur César, responsável pelo caso, não há qualquer indício de que Thiago ou a pessoa que gravou o vídeo investigado tenham envolvimento com atividades criminosas. A principal linha de apuração indica que o crime ocorreu após uma confusão.

Segundo a polícia, na noite anterior ao homicídio, um homem gravou um vídeo em um bar da região fazendo suposta menção a uma facção criminosa. Na madrugada seguinte, José Thiago, que estava no mesmo local, foi confundido com o autor das imagens.

“A vítima foi confundida com a pessoa que apareceu no vídeo. Eles eram muito parecidos. Trata-se de um crime por motivo fútil, cometido a partir de uma situação banal, em um momento de descontração”, explicou o delegado.

A área das Piabas, no Jacintinho, é apontada pelas autoridades como um ponto de intenso tráfico de drogas. A polícia afirma não ter dúvidas de que o crime foi praticado por integrantes de uma facção criminosa que atua na região e que os suspeitos já são conhecidos de outras investigações.

Imagens de câmeras de segurança foram recolhidas e, embora não permitam a identificação direta dos autores, devem ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e a quantidade de envolvidos. “Um crime dessa magnitude envolve apoio logístico, como olheiros e pessoas responsáveis pela fuga. Pelo menos cinco suspeitos já foram identificados”, destacou Arthur César.

O delegado também fez um alerta sobre o uso de gestos ou símbolos associados a facções criminosas. Segundo ele, a banalização desses sinais pode gerar consequências graves. “Grande parte dos homicídios está ligada a disputas entre facções. Um gesto que para alguém pode parecer irrelevante pode ser interpretado de outra forma por criminosos”, afirmou.

José Thiago trabalhava em uma farmácia e havia sido aprovado em concurso público para fuzileiro naval. Testemunhas relataram que ele foi surpreendido por um homem com o rosto coberto, que se aproximou e efetuou os disparos.

A Polícia Civil continua as diligências para localizar e prender os suspeitos já identificados.