Senado argentino aprova reforma trabalhista de Milei sob protestos e confronto nas ruas
Com 42 votos favoráveis, governo avança em mudança histórica nas leis trabalhistas enquanto Buenos Aires registra mais de 300 feridos em manifestações
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Em uma sessão que atravessou a madrugada e durou mais de 13 horas, o Senado da Argentina aprovou, por 42 votos a 30, a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. O projeto, considerado um dos pilares da agenda econômica do governo, agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
A votação ocorreu sob forte tensão política e social. Do lado de fora do Congresso, em Buenos Aires, milhares de manifestantes, convocados por sindicatos e setores ligados ao peronismo, protestaram contra o texto. Os atos terminaram em confronto com as forças de segurança. Segundo balanços divulgados pela imprensa local, mais de 300 pessoas ficaram feridas e ao menos 30 foram detidas.
A proposta altera regras de contratação e demissão, flexibiliza jornadas de trabalho, permitindo, em alguns casos, até 12 horas diárias, e modifica critérios de indenização. Para o governo, as mudanças modernizam um sistema considerado engessado e estimulam a geração de empregos formais em meio à crise econômica.
Milei classificou a aprovação como um “passo fundamental” para a reconstrução do país. Já a oposição, incluindo lideranças do peronismo e governadores como Axel Kicillof, afirma que a medida representa perda de direitos históricos dos trabalhadores.
A tramitação ainda não está concluída. O texto pode sofrer ajustes antes da votação final na Câmara, mas a aprovação no Senado consolida a maior ofensiva trabalhista do governo Milei desde que assumiu a Presidência.