31 de julho de 2025
AL-220

Ônibus de romeiros que tombou no interior de Alagoas: polícia já tem dados do GPS

Aparelho de rastreamento vai revelar velocidade e trajeto exatos. Condutor segue internado sem previsão de alta

Por Redação
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Perícia confirmou que não havia falhas mecânicas no ônibus. - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas já sabe qual caminho o ônibus de romeiros percorreu antes de tombar no dia 3 de fevereiro. Sabe também a velocidade que ele desenvolveu em cada trecho. Sabe, inclusive, como ele se comportou nos instantes imediatamente anteriores ao acidente.

O que a polícia ainda não sabe — porque não pôde perguntar — é o que se passava na cabeça do homem que estava ao volante.

O motorista do ônibus segue internado, sem previsão de alta. Enquanto ele não se recupera, a investigação comandada pelo delegado Diego Nunes, titular do 38º Distrito Policial de São José da Tapera, avança com o que tem em mãos: dados técnicos, depoimentos e a perícia no local da tragédia.

O aparelho de rastreamento instalado no veículo já teve seus dados extraídos. Agora, os peritos trabalham na análise minuciosa das informações. É um trabalho silencioso, mas que promete respostas objetivas.

Com os dados do GPS, a polícia vai conseguir reconstituir:

  • A rota exata do ônibus desde o ponto de partida até o tombamento;
  • A velocidade praticada em cada quilômetro percorrido;
  • Se houve frenagens bruscas, acelerações repentinas ou desvios de trajeto;
  • O comportamento do veículo nas proximidades do local do acidente.

Essas informações serão cruzadas com os laudos periciais e com os depoimentos já colhidos. O objetivo é determinar, com o máximo de precisão possível, o que causou o sinistro — e se ele poderia ter sido evitado.

A polícia já ouviu pessoas ligadas à empresa proprietária do ônibus e à empresa responsável pela organização e execução da romaria. Também prestaram depoimento testemunhas que estavam no local no momento do acidente.

Os relatos, ainda em fase inicial de análise, ajudaram a traçar uma primeira linha de investigação. Mas há um vazio importante: a versão de quem dirigia o veículo segundos antes da tragédia.

O motorista permanece internado. Seu estado de saúde ainda é delicado, e os médicos não autorizaram qualquer tipo de abordagem. A polícia aguarda, com discrição, o momento em que ele estiver apto a depor.

Esse depoimento é considerado peça-chave. Só o condutor poderá explicar, por exemplo, se houve alguma falha mecânica percebida durante o trajeto, se perdeu o controle do veículo por um motivo repentino ou se foi surpreendido por alguma condição da via.

Até lá, a investigação trabalha com os vestígios materiais e os relatos indiretos.

O acidente ocorreu no dia 3 de fevereiro, em São José da Tapera, interior de Alagoas. Um ônibus que transportava romeiros tombou em circunstâncias ainda não esclarecidas. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar causas e responsabilidades. Os dados do GPS do veículo já foram extraídos e estão em análise técnica. Testemunhas e representantes das empresas envolvidas já prestaram depoimento. O motorista segue internado e não pôde ser ouvido. As investigações continuam em andamento.

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