Senadores querem criação de cadastro nacional de agressores de animais
Parlamentares intensificaram o trabalho em função da morte do cão Orelha
Publicado em
Os senadores querem criar um cadastro nacional de agressores de animais por meio de propostas que preveem mudanças na legislação sobre maus-tratos a animais. Os parlamentares intensificaram o trabalho sobre essa pauta em função da morte do cão Orelha, espancado por um grupo de adolescentes de Santa Catarina. A ideia do cadastro está presente no PL 172/26, do senador Bruno Bonetti (PL-RJ), e do PL 151/26, da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Segundo os senadores, a criação do cadastro nacional de agressores visa evitar novos crimes, e funcionaria como uma forma de responsabilização. O senador Bruno Bonetti explica que o objetivo do projeto dele é criar uma espécie de “nada consta” de crimes de maus-tratos, uma lista de consulta obrigatória por entidades, petshops e criadores de animais para venda.
"Ao mobilizar todos os agentes envolvidos, teremos uma importante ferramenta de controle social, aumentando a consciência sobre a responsabilidade de quem cria, comercializa, adquire ou adota um ser vivo. Animal de estimação não é brinquedo e nem pode se tornar vítima em defesa de instintos violentos”, explicou Bonetti.
A senadora Soraya Thronicke defende a criação do cadastro com acesso restrito e respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Para ela, essa lista funcionaria como um instrumento do poder público.
"Hoje, infelizmente, o Brasil não tem um instrumento unificado para acompanhar esses casos. Isso dificulta prevenir novas ocorrências e combater a reincidência. Nosso objetivo com o cadastro não é punir além da lei, mas fornecer informações que ajudem o Estado a agir melhor, proteger os animais e fortalecer políticas públicas de prevenção”, declarou Soraya Thronicke.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), se comprometeu a acelerar a tramitação de propostas sobre maus-tratos contra animais.