Começa vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra dengue
Ministério da Saúde inicia imunização de trabalhadores da Atenção Primária do SUS com vacina brasileira de dose única; campanha deve alcançar 1,2 milhão de profissionais.
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Começou nesta semana a vacinação contra a dengue voltada aos profissionais de saúde da Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do Ministério da Saúde é imunizar 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do atendimento à população em todo o país.
As primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados, e a distribuição do restante está prevista para os próximos dias. A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante é de dose única, tetraviral e 100% nacional, considerado um avanço para a autonomia do país na produção de vacinas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a prioridade inicial é proteger os profissionais que atuam diretamente no atendimento e na prevenção, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Também estão incluídos trabalhadores administrativos e de apoio das unidades básicas, como recepcionistas, profissionais da limpeza, motoristas de ambulância, cozinheiros e seguranças.
A ampliação da vacinação para a população de 15 a 59 anos está prevista para o segundo semestre de 2026, começando pelos grupos etários mais velhos, conforme o aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan. O Ministério da Saúde investiu R$ 368 milhões na aquisição de 3,9 milhões de doses.
Desde janeiro, a vacina também está sendo aplicada em municípios-piloto, Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com o objetivo de avaliar o impacto do imunizante na dinâmica da doença.
Estudos indicam que a vacina apresentou 74,7% de eficácia contra dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos e 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.
Mesmo com a queda de 74% nos casos prováveis de dengue em 2025 na comparação com 2024, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o país. No ano passado, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis e 1,7 mil mortes.