Sinal na orelha levanta alerta sobre saúde do coração
Prega diagonal na orelha pode estar ligada a problemas cardíacos
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Claro! Abaixo está o texto reescrito em formato contínuo, com parágrafos tradicionais e sem intertítulos:
A morte súbita do empresário e influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, reacendeu nas redes sociais um debate antigo da cardiologia: uma prega diagonal no lóbulo da orelha — conhecida como sinal de Frank — pode indicar maior risco de problemas cardíacos? A marca, visível como uma linha que atravessa o lóbulo em um ângulo de aproximadamente 45 graus, é estudada pela medicina desde a década de 1970.
O sinal foi descrito pela primeira vez em 1973 pelo médico Sanders T. Frank, que observou a presença da prega em pacientes com angina, dor no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo no coração. Desde então, pesquisadores investigam se a característica é apenas consequência do envelhecimento da pele ou se pode estar associada à aterosclerose, condição marcada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias.
Estudos científicos apontam que pode haver uma associação estatística entre o sinal de Frank e maior risco de doença arterial coronariana, especialmente quando a prega é profunda, aparece nas duas orelhas e está presente em pessoas com menos de 60 anos. Uma das hipóteses é que a marca possa refletir alterações na microcirculação, semelhantes às que ocorrem nas artérias do coração. Ainda assim, especialistas reforçam que associação não significa diagnóstico.
Cardiologistas explicam que o sinal de Frank não é um exame e não confirma, por si só, a presença de doença cardíaca. Ele pode funcionar, no máximo, como um alerta para que a pessoa investigue fatores de risco. A presença da prega pode aumentar a probabilidade de doença cardiovascular, mas sua ausência não descarta problemas no coração. Além disso, o sinal não substitui avaliação clínica nem exames laboratoriais ou de imagem, e não é utilizado rotineiramente nas diretrizes médicas para tomada de decisão.
Os especialistas destacam que os fatores de risco tradicionais continuam sendo muito mais relevantes na avaliação do perigo de infarto. Entre eles estão hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, histórico familiar e apneia do sono. Esses fatores têm respaldo científico consistente e são considerados determinantes na prevenção e no tratamento das doenças cardiovasculares.
Dessa forma, a presença da prega no lóbulo da orelha não deve ser motivo de pânico. Ela pode servir como incentivo para a realização de um check-up, especialmente em pessoas que já apresentam outros fatores de risco. O cuidado com o coração depende principalmente da adoção de hábitos saudáveis, do controle das condições clínicas e do acompanhamento médico regular, e não apenas de um sinal físico isolado.