Polícia investiga se disputa por território do tráfico motivou execução de Aranha após saída de presídio em Alagoas
Vítimas foram mortas a tiros por homens que se passaram por policiais; terceiro ocupante do carro conseguiu fugir
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A Polícia Civil de Alagoas investiga se uma disputa por território do tráfico de drogas motivou a execução de Ivanildo Nascimento Silva, o Aranha, e Hamiriel Silva, mortos a tiros na tarde dessa terça-feira (10) , minutos após deixarem o Presídio do Agreste, localizado em Girau do Ponciano.
As vítimas estavam em um carro quando foram abordadas por homens que se apresentaram como policiais e ordenaram que todos descessem do veículo. Os criminosos chegaram em dois carros e abriram fogo contra Aranha e Hamiriel. Um terceiro ocupante do automóvel, que dirigia o veículo, conseguiu fugir e sobreviveu.
Aranha estava preso desde 2013 e havia recebido o alvará de soltura na noite de segunda-feira (9) . Na manhã seguinte, Hamiriel saiu de Palmeira dos Índios acompanhado de um funcionário — que era quem dirigia o carro — para buscar o amigo no presídio.
De acordo com o delegado Douglas Rocha, responsável pelas investigações, Hamiriel era esposo da advogada de Aranha, e ela teria pedido que o marido fizesse o transporte. Hamiriel respondia por tráfico de drogas e tentativa de homicídio e estava no regime aberto desde agosto de 2025.
A principal linha de investigação, segundo o delegado, é a de que as execuções foram ordenadas por facções rivais que disputam o controle do tráfico na região.
“Acreditamos que, enquanto esteve preso no Presídio do Agreste, Aranha tinha certa influência no tráfico, mas não tão forte, considerando que o local tem bloqueador de celular e os presos ficam incomunicáveis. A principal linha é a de que se trata de uma disputa de território”, afirmou Rocha.
A polícia já recolheu imagens de câmeras de monitoramento da região onde o crime ocorreu. Os registros estão sendo analisados para identificar os veículos usados pelos assassinos e, eventualmente, os rostos dos criminosos.
Até o momento, ninguém foi preso. As investigações seguem em sigilo.