Governo libera R$ 1,69 bilhão em emendas no início de 2026 e bate recorde da série histórica
Montante pago nos dois primeiros meses do ano supera marcas anteriores desde 2016; ano eleitoral impõe prazo para quitação de parte das verbas
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O governo federal desembolsou R$ 1,69 bilhão em emendas parlamentares nos dois primeiros meses de 2026, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2016. Os valores correspondem a empenhos de anos anteriores e constam em dados do portal Siga Brasil, que monitora a execução do Orçamento da União.
O montante supera com folga o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram pagos R$ 634,53 milhões. Até então, o maior valor para o início de ano havia sido contabilizado em 2021, com R$ 769 milhões liberados pelo Palácio do Planalto.
Apesar do volume expressivo, os pagamentos feitos até agora não se referem às emendas previstas para o Orçamento de 2026. Para este ano, estão reservados R$ 49,9 bilhões em emendas parlamentares. Contudo, até o momento, apenas R$ 300 mil foram empenhados e nenhum valor foi efetivamente pago dentro do exercício atual.
Por se tratar de ano eleitoral, a legislação impõe regras específicas. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 determina que ao menos 65% das emendas individuais e de bancadas estaduais devem ser quitadas até o fim de junho. A medida busca assegurar a execução das verbas antes das restrições do período eleitoral.
Mesmo assim, o Executivo pode realizar pagamentos após esse prazo em casos específicos, como emendas destinadas a obras cuja liberação tenha ocorrido antes do início das vedações eleitorais.
Os números reforçam o peso das emendas parlamentares na execução orçamentária e reacendem o debate sobre a distribuição e o ritmo de liberação dos recursos em ano de eleições.