Guerra na Ucrânia: brasileiro voluntário morre atingido por artilharia em Kupiansk
Adriano Silva integrava forças ucranianas; Itamaraty registra 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos no conflito
Publicado em
O paraense Adriano Silva, voluntário integrado às forças ucranianas, foi morto após ser atingido por fogo de artilharia na cidade de Kupiansk, no leste da Ucrânia. Diferentemente de combates corpo a corpo, sua morte ocorreu durante um ataque indireto, modalidade que se mostrou uma das mais letais no conflito, segundo informações preliminares confirmadas pelo GLOBO.
O Itamaraty informou que, oficialmente, já são 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos na guerra da Ucrânia. A morte de Adriano ainda não foi contabilizada oficialmente pelo órgão. Esse registro reforça os alertas do Ministério das Relações Exteriores, que em julho de 2025 desaconselhou a ida de cidadãos brasileiros a zonas de conflito, destacando os riscos de voluntários ficarem presos a contratos com exércitos estrangeiros e a dificuldade de assistência consular em caso de emergência.
Especialistas ressaltam que a guerra moderna, marcada pelo uso intensivo de artilharia de longo alcance, mísseis e bombardeios, expõe combatentes, mesmo fora da linha direta de frente, a constantes riscos de morte. Recentes ataques russos empregaram drones e mísseis modernos, atingindo cidades ucranianas, prédios, usinas e redes de energia, deixando milhões de civis sem luz, água e aquecimento em um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos.
A ofensiva também tem objetivo estratégico: pressionar Kiev a aceitar termos russos e enviar uma mensagem ao Ocidente sobre a capacidade de seus arsenais. Adriano Silva é o mais recente brasileiro a perder a vida nesse conflito, que está prestes a completar cinco anos, evidenciando os perigos enfrentados por voluntários estrangeiros longe de seus países de origem.