Justiça marca para abril julgamento de PMs acusados na morte de Davi Silva
Sessão do Tribunal do Júri ocorrerá em 13 de abril, mais de uma década após o desaparecimento do adolescente
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A Justiça de Alagoas marcou para o dia 13 de abril de 2026 a nova sessão do Tribunal do Júri na 8ª Vara Criminal da Capital, referente ao caso do adolescente Davi Silva, cujo desaparecimento ocorreu em 2014, no Conjunto Cidade Sorriso I, em Benedito Bentes. O processo tramita há mais de uma década e envolve quatro policiais militares acusados da morte do jovem: Nayara Silva de Andrade, Victor Rafael Martins da Silva, Eudecir Gomes de Lima e Carlos Eduardo Ferreira dos Santos.
Segundo testemunhas, Davi foi abordado por uma viatura do Batalhão da Radiopatrulha (BPRP) e conduzido pelos policiais. Na ocasião, ele estava com pequena quantidade de maconha. O julgamento no Tribunal do Júri avaliará a responsabilidade criminal dos acusados, que respondem por homicídio doloso duplamente qualificado, além de outras acusações, incluindo tortura qualificada e ocultação de cadáver.
Até janeiro de 2019, os militares respondiam apenas por crimes relacionados à tortura e à ocultação do cadáver. Após a redefinição das acusações, o caso passou a incluir o homicídio doloso, ampliando a gravidade do processo.
O julgamento havia sido previamente marcado para outubro, mas foi adiado por decisão do desembargador Tutmés Airan de Albuquerque, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas. Com a nova data, o processo retoma sua tramitação regular, reacendendo a expectativa de responsabilização criminal.
O caso também é lembrado pela memória de Dona Maria José, mãe de Davi, que faleceu em dezembro de 2025 sem ver concluída a etapa do julgamento pelo qual lutou por anos. Organizações de defesa dos direitos da criança e do adolescente, como o CEDECA, destacam a importância do caso para o enfrentamento da impunidade e a garantia de justiça em situações envolvendo menores.
A sessão do Tribunal do Júri será pública, conforme determina a legislação, e marca um novo momento processual em um caso que permanece emblemático no sistema de Justiça de Alagoas.