Justiça de Alagoas proíbe 14 torcedores do CSA de irem a estádios por dois meses
Grupo é acusado de planejar e executar ataques contra rivais; medida cautelar obriga recolhimento em quartel da PM durante as partidas do time
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A Justiça de Alagoas determinou a proibição de 14 integrantes de uma torcida organizada do Centro Sportivo Alagoano (CSA) de comparecer a qualquer partida do time no estado pelo prazo de dois meses. A decisão, da Juíza Luciana Sampaio do Juizado Especial Criminal e do Torcedor da Capital, foi publicada na última sexta-feira (6) e está baseada em uma representação da Polícia Civil de Alagoas.
Os torcedores são acusados de planejar, coordenar e executar ataques contra torcidas rivais. Em sua decisão (Processo nº 700235-56.2026.8.02.0171), a magistrada destacou que os indícios apontam para uma atuação organizada do grupo com o propósito de promover tumultos e confrontos, condutas criminalizadas pela Lei Geral do Esporte. "A liberdade irrestrita de comparecimento dos acusados às arenas desportivas acarreta perigo real, com grave ameaça à ordem pública e à integridade física de torcedores, agentes de segurança e da coletividade em geral", afirmou a juíza.
Para garantir o cumprimento da medida, que passou a valer no último sábado (7), a Justiça determinou o recolhimento obrigatório dos 14 investigados à sede do Batalhão Rotam da Polícia Militar de Alagoas nos dias e horários de todos os jogos do CSA. A proibição se estende a todas as competições: Campeonato Alagoano, Brasileiro, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Copa de Alagoas. A Polícia Militar ficará responsável pela fiscalização do cumprimento da ordem judicial.