Laudo aponta asfixia por sufocação como causa da morte de bebê de 29 dias no interior de Alagoas
Perícia do IML de Arapiraca descartou obstrução das vias respiratórias e concluiu que recém-nascida morreu por sufocação direta; caso segue sob investigação da Polícia Civil
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A morte da bebê Maria Raíra Alves da Silva, de apenas 29 dias, registrada no último fim de semana em Pariconha, no Sertão de Alagoas, foi causada por asfixia por sufocação direta. A conclusão consta no laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, divulgado na noite desta segunda-feira (15), e reforça a principal linha de investigação da Polícia Civil.
A recém-nascida foi levada pelos pais ao Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia, mas já chegou à unidade sem sinais vitais. Desde então, o caso passou a ser investigado para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da criança.
Segundo a Polícia Científica, o exame tanatoscópico realizado pelo médico-legista Francisco Pessoa identificou diversos sinais compatíveis com um quadro de asfixia. Entre os achados periciais estão cianose cervicofacial — caracterizada pela coloração azulada da pele devido à falta de oxigênio —, edema cerebral, pulmões hiperinsuflados e congestão do fígado e do baço.
Além disso, os peritos descartaram a hipótese de broncoaspiração ou qualquer outro tipo de obstrução interna das vias respiratórias. Durante a necropsia, não foram encontrados resíduos sólidos, alimentos ou corpos estranhos na traqueia ou nas vias aéreas superiores da bebê.
Em vídeo divulgado pela Polícia Científica, o médico-legista detalhou os resultados do exame e explicou que o conjunto dos sinais encontrados é característico de morte por falta de oxigenação.
“Foi realizado o exame das vias aéreas, onde não foi observado resíduos sólidos que pudessem indicar uma possível broncoaspiração. Também identificamos pulmões hiperinsuflados, sangue escurecido, edema cerebral e órgãos congestionados, achados compatíveis com hipóxia”, explicou Francisco Pessoa.
Ainda segundo o especialista, a análise técnica aponta para um quadro clássico de asfixia por sufocação direta, provocada por um agente externo capaz de impedir a entrada de ar nos pulmões.
O que aconteceu?
As primeiras informações levantadas pelas autoridades apontam que Maria Raíra dormia ao lado da mãe em uma cama na residência da família, em Pariconha.
Em determinado momento da madrugada, outra criança teria acordado a mulher informando que a bebê estava muito roxa. Ao verificar a situação, a mãe percebeu que a filha também apresentava sangramento pelo nariz.
A recém-nascida foi socorrida e levada ao Hospital Regional do Alto Sertão, mas a equipe médica constatou que ela já estava sem vida.
Investigação continua
O laudo pericial foi encaminhado à autoridade policial responsável pelo caso. Com a conclusão da necropsia, a Polícia Civil dará continuidade ao inquérito para esclarecer as circunstâncias exatas da morte da criança.
Familiares e possíveis testemunhas devem ser ouvidos nos próximos dias. Até a conclusão das investigações, a polícia não divulgou informações sobre eventual responsabilização ou indiciamento relacionado ao caso.