Empresária condenada por injúria racial e ataque homofóbico é presa ao voltar da Espanha
Jaqueline Ludovico, de 35 anos, violou medidas cautelares de outro caso ao viajar sem autorização judicial; ela responde ainda por atropelamento e estelionato
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A empresária Jaqueline Santos Ludovico, de 35 anos, foi presa na tarde desta quarta-feira (4) ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Ela havia retornado de uma viagem à Espanha sem autorização judicial, o que configurou violação das medidas cautelares que cumpria por outro caso.
Jaqueline foi condenada por injúria racial após agredir verbal e fisicamente um casal gay em uma padaria no centro de São Paulo em fevereiro de 2024, cenas que viralizaram nas redes sociais. No entanto, a prisão atual é relacionada a um atropelamento seguido de fuga ocorrido em junho do mesmo ano.
A Justiça decretou a prisão preventiva após tomar conhecimento de que Jaqueline havia viajado ao exterior sem comunicar ou obter permissão da Vara Criminal. A medida cautelar vigente a obrigava a permanecer no país enquanto respondia pelo processo do atropelamento.
Na ocasião do acidente, em 14 de junho de 2024, ela atingiu um pedestre de 32 anos na Avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste de São Paulo, e fugiu do local. Câmeras de segurança flagraram o momento, e a polícia constatou que ela apresentava sinais de embriaguez. Ela havia sido presa em flagrante, mas a detenção foi convertida em prisão domiciliar por ter filhos menores.
Histórico criminal inclui estelionato e ataques homofóbicos
Além desses casos, Jaqueline também é ré em um processo de estelionato em Santa Catarina, onde é acusada de aplicar um golpe de mais de R$ 200 mil em uma empresa automotiva. Segundo o Ministério Público catarinense, ela simulou um contrato de publicidade e depois usou um falso cartório para extorquir pagamentos da vítima.
O ataque homofóbico que a tornou conhecida ocorreu em fevereiro de 2024, quando ela agrediu um casal em uma padaria na região da Santa Cecília, em São Paulo, dizendo que “valores estão invertidos”. Um dos homens saiu com o nariz sangrando. O episódio foi registrado em vídeo pelas vítimas.
Jaqueline foi presa sem resistência no aeroporto, na presença de seu advogado. Ela segue à disposição da Justiça, que deverá analisar o descumprimento das medidas cautelares e os demais processos em andamento.