31 de julho de 2025
violência

Defesa divulga vídeo e contesta cronologia da morte do cão Orelha

Defesa afirma que imagens mostram animal sem ferimentos horas após o horário apontado para a agressão

Por Redação
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O horário do registro é cerca de uma hora e meia depois do momento em que, teria ocorrido a agressão. - Foto: Reprodução / Redes sociais

A defesa do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha divulgou um vídeo que, segundo os advogados, contradiz a cronologia apresentada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). As imagens, registradas por câmeras de segurança de um condomínio, mostram o cachorro andando pela rua às 7h05 do dia 4 de janeiro, sem aparentar ferimentos.

O horário do registro é cerca de uma hora e meia depois do momento em que, conforme a investigação policial, teria ocorrido a agressão, por volta das 5h30. Para a defesa, o intervalo de tempo enfraquece a hipótese de que o animal já estivesse morto ou gravemente ferido naquele momento.

O advogado Alexandre Kale afirmou que não há imagens nem testemunhas diretas que comprovem a agressão e classificou como precipitada qualquer conclusão sobre a morte imediata do cão.

A Polícia Civil confirmou que o animal que aparece no vídeo é, de fato, Orelha, mas ressaltou que nunca afirmou que ele morreu logo após a pancada. A delegada Mardjoli Valcareggi informou que moradores relataram ter visto o cão machucado ao longo do dia.

Segundo os investigadores, a principal evidência do inquérito é outro vídeo que mostra o adolescente saindo do condomínio às 5h25 e retornando às 5h58, intervalo que coincide com o horário estimado do ataque. A investigação foi concluída no dia 3 de fevereiro, com pedido de internação de um dos adolescentes e indiciamento de três adultos por coação a testemunha.